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Home Política
Eleição no Peru ocorre sob forte instabilidade política, com 35 candidatos e disputa indefinida. Entenda o cenário, os favoritos e os desafios para o próximo governo.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Peru vai às urnas em meio a crise política e alta fragmentação eleitoral

Com 35 candidatos e histórico recente de instabilidade, eleição pode definir novo rumo institucional do país.

Redação Por Redação
12/04/2026 - 16:39
em Política
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A eleição geral realizada neste domingo (12) no Peru acontece em um ambiente de instabilidade institucional que se arrasta há anos.

Ao longo da última década, o país enfrentou sucessivas trocas de liderança, podendo chegar ao décimo presidente em apenas dez anos — um reflexo de renúncias, destituições e conflitos recorrentes entre os poderes Executivo e Legislativo.

Aproximadamente 27 milhões de eleitores foram chamados para votar na escolha do presidente, do vice-presidente e dos membros do Congresso para um mandato de cinco anos. O pleito também marca uma mudança importante no sistema legislativo: a volta do modelo bicameral.

Serão eleitos 130 deputados e 60 senadores, com o Senado retornando após mais de 30 anos, decisão aprovada em 2024, apesar de rejeição popular em consulta realizada em 2018. Os primeiros resultados devem começar a ser divulgados por volta da meia-noite.

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A disputa presidencial reúne 35 candidatos, número elevado que reforça a incerteza do processo. Entre os nomes mais conhecidos está Keiko Fujimori, que aparece na liderança das pesquisas com cerca de 15% das intenções de voto.

Apesar disso, seu histórico de derrotas em segundos turnos — em 2011, 2016 e 2021 — e sua alta rejeição indicam dificuldades para ampliar apoio.

A definição do adversário no segundo turno, previsto para 7 de junho, segue indefinida. Outros candidatos aparecem tecnicamente empatados, sem vantagem clara.

No campo conservador, destacam-se Rafael López Aliaga e Carlos Álvarez. Já entre os nomes de esquerda, o cenário é mais fragmentado, com candidaturas como Roberto Sánchez, apoiado por Pedro Castillo, além de Vladimir Cerrón, Ricardo Belmont e Alfonso López-Chau.

Especialistas avaliam que o resultado da eleição pode ter impacto além das fronteiras do país. O processo ocorre em meio à disputa de influência entre Estados Unidos e China na América Latina.

O fortalecimento das relações comerciais com o mercado asiático, impulsionado por projetos como o porto de Chancay, amplia a presença chinesa na região.

Ao mesmo tempo, há movimentos políticos que defendem maior aproximação com os Estados Unidos, inclusive em áreas estratégicas como defesa e cooperação internacional.

Internamente, a fragmentação política é vista como um dos principais obstáculos para o próximo governo. A dificuldade de formar maioria no Congresso pode intensificar disputas institucionais e comprometer a governabilidade.

A atual crise política tem episódios recentes marcantes. Em 2021, Pedro Castillo venceu a eleição em um resultado inesperado, mas seu governo terminou após tentativa de dissolução do Parlamento, levando à sua destituição e prisão.

Em novembro de 2025, ele foi condenado a mais de 11 anos de prisão por rebelião. Sua vice, Dina Boluarte, assumiu o cargo, mas enfrentou forte rejeição popular e protestos reprimidos com violência.

A instabilidade seguiu com novas mudanças no comando do país. Dina Boluarte foi afastada em outubro de 2025, e seu sucessor, José Jerí, teve passagem breve pelo poder.

Posteriormente, José María Balcázar Zelada assumiu interinamente, escolhido pelo Congresso, que tem desempenhado papel central no equilíbrio político.

Diante desse cenário, a eleição deste domingo é considerada decisiva para o futuro do Peru.

Ainda assim, o alto nível de incerteza indica que os desafios de governabilidade devem continuar, independentemente do resultado das urnas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AmericaLatina#Atualidades#CrisePolítica#Democracia#EleiçõesPeru#Geopolítica#Governo#Notícias#Peru#PolíticaInternacional
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