Nesta sexta-feira (26), é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Câncer de Colo do Útero, data que reforça a importância da detecção precoce e das novas tecnologias no combate à doença.
No Brasil, os atendimentos relacionados ao câncer cervical cresceram 32% entre 2022 e 2025, passando de cerca de 498 mil para 659 mil consultas, segundo dados do Ministério da Saúde. O aumento evidencia a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce.
O exame preventivo, conhecido como papanicolau, continua sendo a principal ferramenta para identificar alterações celulares antes que evoluam para o câncer. Mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual devem realizá-lo regularmente.
Desde agosto de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) implementa o teste de biologia molecular, tecnologia 100% nacional que detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV).
O exame identifica a presença do vírus mesmo antes do surgimento de lesões ou do câncer, inclusive em mulheres assintomáticas.
Para a ginecologista Najla Mohamad Tayfour, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, o teste aumenta a sensibilidade do rastreamento, reduz falsos negativos e permite acompanhar com mais rigor pacientes com maior risco.
O câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais comum entre mulheres no país, com cerca de 17 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
A doença geralmente se desenvolve a partir de infecção persistente pelo HPV, especialmente os tipos 16 e 18.
Especialistas reforçam que a prevenção inclui vacinação contra o HPV e a realização regular de exames, como o papanicolau e o teste molecular. “Prevenir é salvar vidas.
Detectar lesões antes que se tornem tumores é essencial para reduzir casos de diagnóstico tardio”, alertam.
*Da Agência Fonte Exclusiva
