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Home Saúde

Relatora no STJ vota para que marca Legião Urbana seja exclusiva da empresa de filho de Renato Russo

Redação Por Redação
06/04/2021 - 22:39
em Saúde
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A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Isabel Galloti votou para que os ex-integrantes da Legião Urbana Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá não possam mais usar a marca da banda sem ter autorização da empresa Legião Urbana Produções Artística, de Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo. Ela entendeu que há exclusividade sobre a marca. O julgamento, na Quarta Turma da Corte, foi suspenso por um pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira.

Em seu voto, a ministra argumentou que o caso não discute direitos autorais.

— Não está em questão o direito de os recorridos continuarem tocando as músicas que tocavam na época da Legião Urbana. Não há um direito social do público em geral de ouvir mais a Legião Urbana. A Legião Urbana acabou e não há um direito social de ouvir os recorridos tocando com o nome de Legião Urbana. Eles podem tocar usando o seu próprio nome — disse a magistrada.

O imbróglio judicial começou em 2013. Filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini batalhava na Corte pelo direito de uso exclusivo do nome da banda pela empresa que comanda. Já os integrantes remanescentes de banda adquiriram o direito de usar a marca em shows e atividades profissionais, mas precisam pagar um terço dos lucros para Giuliano.

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A marca foi registrada em 1987 pela empresa de Renato Russo, da qual Villa-Lobos e Bonfá eram sócios minoritários. No mesmo ano, eles venderam suas cotas ao vocalista e abriram as próprias empresas. O advogado dos músicos José Eduardo Cardozo argumentou que os três foram responsáveis pela concepção e consagração do grupo no meio artístico e que “conviveram em total harmonia” em relação aos lucros e que o acordo seria pautado na relação de amizade e de lealdade entre eles.

— Dividiam tudo em partes iguais. Tinham, sim, pessoas jurídicas distintas, mas tudo era repartido em partes iguais (…). Privilegiar o herdeiro, aquele que não contribuiu com nada e que tem direito ao seu quinhão, para que possa vetar a atividade profissional de outros artistas, negando-se a ele o papel da construção do nome Legião Urbana seria incorreto, não seria direito e não será justo.

As informações são de O Globo.

Tags: #Legião Urbana#Renato Russo
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