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Home Economia
Estudo do Ipea revela que Brasil atingiu em 2024 os melhores níveis históricos de renda, redução da desigualdade e diminuição da pobreza, com impacto de políticas sociais e mercado de trabalho.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Brasil registra avanços históricos em renda, desigualdade e pobreza, aponta Ipea

Dados de 2024 mostram crescimento da renda per capita, queda do índice de Gini e redução significativa da extrema pobreza.

Redação Por Redação
25/11/2025 - 18:35
em Economia
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O Brasil alcançou em 2024 resultados históricos na melhoria da renda, na redução da desigualdade e na queda da pobreza, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em informações do IBGE. É o melhor desempenho registrado desde o início da série histórica, em 1995.

Nos últimos 30 anos, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70%, enquanto o coeficiente de Gini, indicador que mede a concentração de renda, caiu quase 18%. A extrema pobreza recuou de 25% para menos de 5% da população. O estudo aponta que os avanços ocorreram de forma desigual ao longo das décadas, concentrando-se entre 2003 e 2014, com uma retomada expressiva entre 2021 e 2024, após um período de recessão, lenta recuperação e impactos da pandemia. Nesse intervalo recente, a renda média cresceu mais de 25% em termos reais, o maior avanço desde o Plano Real, acompanhado de redução significativa da desigualdade.

Segundo os pesquisadores, o fortalecimento do mercado de trabalho e a ampliação de programas de transferência de renda, como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, Auxílio Brasil e Auxílio Emergencial, foram responsáveis por quase metade da queda da desigualdade e da extrema pobreza nesse período. No entanto, o efeito das transferências sociais perdeu força em 2023 e 2024, enquanto o mercado de trabalho manteve papel central nos resultados sociais.

“O combate às desigualdades precisa envolver todas as políticas públicas, não apenas o melhor direcionamento dos gastos sociais aos mais pobres, mas também uma distribuição mais justa da carga tributária e aumento da produtividade do trabalho dos grupos mais vulneráveis”, afirmou Marcos Dantas Hecksher, um dos autores do estudo, ao lado de Pedro Herculano Souza.

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Apesar dos avanços, 4,8% da população ainda vive abaixo da linha da extrema pobreza (US$ 3 por dia), e 26,8% abaixo da linha da pobreza (US$ 8,30 por dia). Mais de 60% da redução da extrema pobreza entre 2021 e 2024 foi atribuída à melhora na distribuição de renda, segundo o Ipea.

O estudo alerta que o ritmo de progresso pode desacelerar com o fim da expansão de políticas assistenciais, tornando o mercado de trabalho ainda mais determinante nos próximos anos. Além disso, pesquisas domiciliares tendem a subestimar rendimentos muito altos e parte das transferências sociais, exigindo cautela na interpretação dos dados.

Para os pesquisadores, o período recente representa uma mudança estrutural importante: após anos de estagnação ou retrocesso, renda, desigualdade e pobreza voltaram a melhorar de forma simultânea e acelerada, estabelecendo um novo patamar histórico para o país.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Brasil#CrescimentoEconômico#Desigualdade#ExtremaPobreza#IBGE#Ipea#MercadoDeTrabalho#Pobreza#PolíticasSociais#renda
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