O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, declarou neste domingo (10) que continuará empenhado até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja libertado. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Miller afirmou: “Para deixar claro, eu não vou parar, não vou desistir, nunca vou ceder, até que o presidente @jairbolsonaro seja livre!!!”.
A manifestação foi uma resposta a um internauta que defendeu ser “mais importante o impeachment de [Alexandre de] Moraes do que libertar Bolsonaro”. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, no último dia 4, a prisão domiciliar do ex-presidente sob a acusação de descumprir medidas cautelares.
Na decisão, Moraes destacou que Bolsonaro vinha cometendo “reiterado descumprimento” das restrições impostas. Pela determinação, o ex-presidente está proibido de receber visitas, exceto de seus advogados, e só pode manter contato com pessoas autorizadas pelo STF. Também está vetado o uso de celular, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.
No dia 3, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou uma chamada de vídeo com o pai durante manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro. O magistrado também manteve a proibição de contato com embaixadores, aproximação de sedes diplomáticas e uso de redes sociais.
Moraes advertiu que o descumprimento dessas condições pode levar à revogação da prisão domiciliar e à decretação de prisão preventiva, conforme o Código de Processo Penal.
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro e recolheu seu celular.
Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou ter sido surpreendida pela medida, argumentando que ele não descumpriu qualquer ordem judicial. Os advogados Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser ressaltaram que Bolsonaro não foi proibido de dar entrevistas ou discursos públicos, citando a frase dita em Copacabana — “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos” — como exemplo de manifestação que, segundo eles, não configura crime nem infração às cautelares.
Da Agência Fonte Exclusiva.
