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O governo brasileiro criticou o plano de ocupação da Cidade de Gaza por Israel, alertando que a medida pode intensificar a crise humanitária. Itamaraty pede cessar-fogo, libertação de reféns e entrada de ajuda humanitária.

Palestinos desabrigados deixam áreas perto da Cidade de Gaza, rumando para áreas mais ao norte da Faixa, após início da tréguaFoto: Omar Al-Qattaa/AFP/Getty Image

Brasil condena plano de ocupação de Gaza e alerta para agravamento da crise humanitária

Itamaraty pede retirada imediata de tropas israelenses e reforça apelo por cessar-fogo e entrada de ajuda humanitária

Redação Por Redação
10/08/2025 - 14:14
em Internacional
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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou neste sábado (9) uma nota oficial condenando o plano do gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que prevê intensificar a ofensiva militar na Faixa de Gaza e ocupar a Cidade de Gaza.

Segundo o Itamaraty, a ação “deverá agravar a já catastrófica situação humanitária da população civil palestina, marcada por mortes, deslocamentos forçados, destruição e fome”. O Brasil reiterou que Gaza, assim como a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, integra o território do Estado da Palestina, e defendeu a “retirada completa e imediata das tropas israelenses” dessas áreas.

O comunicado reforçou ainda a urgência de um cessar-fogo permanente, da libertação de todos os reféns e da entrada sem restrições de ajuda humanitária no enclave.

Em declarações recentes, Netanyahu afirmou que o objetivo é assumir temporariamente o controle da Cidade de Gaza, sem intenção de ocupação permanente. “Não vamos ocupar Gaza, vamos liberá-la do Hamas”, afirmou, acrescentando que a cidade será desmilitarizada e administrada por uma gestão civil pacífica, sem participação da Autoridade Palestina, do Hamas ou de qualquer grupo classificado como terrorista por Israel.

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Um funcionário israelense, citado pelo jornal Axios, declarou que todos os civis palestinos devem deixar Gaza até 7 de outubro. O Hamas reagiu chamando o plano de “novo crime de guerra” e acusando o Exército israelense de querer promover uma limpeza étnica na região.

Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #BenjaminNetanyahu#Brasil#CessarFogo#CriseHumanitária#Gaza#Hamas#Israel#Itamaraty#Palestina#PolíticaInternacional
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