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Enxaqueca crônica: Mulheres são mais impactadas pela doença; conheça as opções de tratamento

Hormônios podem ser gatilhos para a maior ocorrência de crises da enxaqueca, mas não são a causa da doença. 

Redação Por Redação
21/03/2024 - 19:28
em Saúde
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Embora seja frequentemente associada a dores de cabeça, a enxaqueca crônica é mais do que isso: além de ser uma condição crônica, a doença apresenta sintomas como sensibilidade a cheiros, náuseas, vômitos, tontura e irritabilidade frequentes, sendo a segunda condição mais incapacitante do mundo e uma das maiores causas de absenteísmo no trabalho.

Imagem/reprodução/Piterest

Cerca de 15% da população brasileira é acometida por ela, mas a incidência em mulheres é ainda maior – só na região sudeste, 22% do público feminino sofre com crises.

“Geneticamente, homens e mulheres têm a mesma tendência de terem enxaqueca, contudo, as mulheres costumam ter dores mais fortes”, comenta a médica Thaís Vila, neurologista e diretora clínica Headache Center Brasil.

“E a condição é debilitante, ou seja, impacta diretamente todos os aspectos da vida de uma mulher – o trabalho, as relações, os estudos e hobbies”, comenta a especialista.

“A enxaqueca é uma dor severa, muito além da “dor de cabeça” como conhecemos, que é banalizada e negligenciada. Nenhuma dor pode ser considerada normal e é sempre um importante sinal do corpo de que há algo errado”, acrescenta.

“A enxaqueca é um sinal de que existe um sofrimento excessivo no cérebro e costuma vir acompanhada de náuseas, fotofobia, fonofobia, déficits cognitivos e alterações do humor – o que pode ser comparado a um burnout do cérebro”, explica.

Causas da enxaqueca 

Puberdade, menstruação, gravidez, pós-parto e perimenopausa são fases em que há maior flutuação das condições hormonais, o que pode aumentar as crises, mas não podem ser consideradas razões para a maior incidência de enxaqueca no público feminino:

“O ciclo menstrual, assim como a menopausa, são normais para a maioria das mulheres e não devem ser encarados como um problema. Essas fases podem ser gatilhos em mulheres com enxaqueca, mas nunca a causa das crises.”

“Além do impacto na rotina, a enxaqueca também acaba afetando a saúde mental do paciente, já que traz consigo a incapacidade de realizar atividades comuns do dia a dia”, salienta a especialista.

Por conta disso, o tratamento precisa ter uma abordagem holística, ou seja, envolvendo não apenas a gestão da dor aguda, mas também a prevenção da recorrência dos episódios.

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Diagnóstico e tratamento da doença 

As pessoas acham que a enxaqueca é uma dor de cabeça forte, mas não é bem assim – ela é uma doença neurológica, crônica e debilitante. Essa forma de pensar leva, muitas vezes, a mascarar a condição, sem de fato procurar por um tratamento.

A especialista destaca que é importante fazer um diagnóstico 360º da doença, checando o trato gastrointestinal, o sistema endócrino, o sistema imunológico, dentre outros, já que a condição causa uma disfunção generalizada e, se não for tratada, ela pode ser porta de entrada para doenças de maior complexidade.”, acrescenta a médica.

O manejo da enxaqueca e controle dos seus sintomas envolve o uso de analgésicos e, em alguns casos, de terapias injetáveis.

“Voltadas a diminuir a recorrência e gravidade das crises, as opções injetáveis buscam relaxar a musculatura, sendo administradas em pontos nas regiões frontal, occipital (posterior da cabeça), temporal e posterior do pescoço, impedindo que os neurotransmissores levem os sinais de dor até o músculo, reduzindo a percepção pelo sistema central.”, comenta Thais.

A especialista reforça, ainda, que a automedicação não é aconselhada. Além de frequentemente mascarar as causas da dor, ela pode ser um gatilho para o aumento da ocorrência de crises.

Por fim, a médica explica que a parceria entre a paciente e a equipe de saúde é fundamental para o sucesso do tratamento, com ênfase na personalização do plano de cuidados para atender às necessidades específicas de cada mulher.

Impactando milhares de pessoas em todo o mundo, a enxaqueca é uma doença neurológica com crises recorrentes que causam dor e outros sintomas incapacitantes. Contudo, ela pode ser tratada.

Sobre AbbVie em Neurociência

A AbbVie atua no tratamento de distúrbios neurológicos e psiquiátricos, oferecendo recursos técnicos para pacientes, cuidadores, médicos e profissionais de saúde.

O portfólio de Neurociências da AbbVie consiste em terapias inovadoras aprovadas e um robusto pipeline em fase de pesquisa com foco em distúrbios neurológicos e psiquiátricos, incluindo doença de Alzheimer, transtorno bipolar e depressão, distonia cervical, transtorno depressivo maior, enxaqueca crônica, doença de Parkinson, lesões na medula espinhal, espasticidade pós-AVC, esquizofrenia, acidente vascular cerebral, entre outros.

No Brasil, a empresa começou a atuar no início de 2014. Suas unidades de negócios locais incluem Imunologia, Oncologia, Oftalmologia e Neurociência, além dos serviços e produtos da Allergan Aesthetics.

*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da EBC

Tags: #Enxaqueca#especialistaDiagnósticoDoençador de cabeçaTratamento
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