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Home Tecnologia
Pesquisa financiada pela Faperj usa inteligência artificial e biotecnologia para aumentar a produção de metano e o aproveitamento energético do lixo.

Imagem: Reprodução/Valter Campanato/Agência Brasil

Pesquisa usa inteligência artificial para transformar lixo em mais energia

Projeto financiado pela Faperj combina biotecnologia e IA para aumentar a produção de metano em aterros sanitários.

redacao Por redacao
12/09/2026 - 09:18
em Tecnologia
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Uma pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) pretende aumentar a quantidade de energia produzida a partir do lixo depositado em aterros sanitários. O projeto combina inteligência artificial e biotecnologia para identificar as condições que favorecem a geração de metano durante a decomposição dos resíduos.

A tecnologia será utilizada para aperfeiçoar o funcionamento dos poços responsáveis pela captação do gás. A expectativa é aumentar o aproveitamento energético dos resíduos urbanos e tornar o processo mais eficiente.

Os primeiros testes serão realizados em um aterro sanitário que já está em operação. Caso os resultados sejam positivos, a tecnologia poderá ser adaptada para utilização em outras unidades.

Para a diretora de Administração e Finanças da Faperj, Luciana Lopes, o projeto reúne potencial ambiental, tecnológico e econômico.

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“Nós estamos falando do aproveitamento dos resíduos dos aterros para ampliar a produção de biogás, utilizando ferramentas de biotecnologia e inteligência artificial. Então, essa é uma pesquisa que tem um potencial alto para produzir, ao mesmo tempo, benefício ambiental, avanço tecnológico e resultado econômico. E é justamente essa capacidade de transformar ciência em solução que torna projetos como esse tão importantes para o desenvolvimento do nosso estado.”

Pesquisa vai analisar bactérias presentes nos aterros

Coordenado pelo pesquisador Álvaro Freitas, o estudo busca entender por que determinados pontos de captação apresentam uma produção de gás menor do que outros.

Para isso, os pesquisadores vão analisar diferentes características do ambiente dos aterros. Entre os fatores observados estão as comunidades de bactérias envolvidas na decomposição dos resíduos, a composição da matéria orgânica e condições como temperatura, umidade e pH.

Essas informações serão cruzadas para identificar quais condições favorecem a produção de metano. A partir dos resultados, a equipe pretende determinar a quantidade mais adequada de um biocomposto desenvolvido para estimular o processo.

“Precisamos entender quais são as famílias de bactérias que estão presentes dentro do aterro sanitário, as condições da matéria orgânica, as condições do ambiente em termos de temperatura, umidade, pH e uma série de outras presenças físico-químicas. E, misturando todos esses fatores, nós conseguimos estabelecer a melhor dosagem do nosso biocomposto para que ele seja inserido lá”, explicou Freitas.

Inteligência artificial vai identificar padrões

Um dos desafios do projeto é que não existe uma fórmula única para todos os aterros sanitários. As características dos resíduos e as condições ambientais podem mudar de uma região para outra e interferir diretamente na quantidade de metano produzida.

Clima, temperatura, umidade, composição do lixo e características da matéria orgânica estão entre os fatores que podem alterar o processo de decomposição.

A inteligência artificial será utilizada justamente para cruzar esse grande volume de informações e identificar padrões. Com os dados, a ferramenta poderá auxiliar os pesquisadores a definir a dosagem mais adequada do biocomposto para cada aterro.

Segundo Freitas, considerar as particularidades de cada região é fundamental para aumentar a eficiência da tecnologia.

“O aterro sanitário presente em um estado da região Nordeste é diferente de um aterro sanitário presente no estado da região Sudeste, por exemplo. Então, entendendo as regionalidades, as características de cada aterro e as questões ambientais, nós conseguimos dosar melhor o nosso composto e fazer com que ele maximize aquela produção de metano dentro de um aterro.”

Metano pode gerar eletricidade e biometano

O biogás é produzido naturalmente durante a decomposição da matéria orgânica presente nos resíduos. O metano é um de seus principais componentes e pode ser captado nos aterros por meio de sistemas específicos.

Depois de coletado, o gás pode ser utilizado para a geração de energia elétrica. Outra possibilidade é submetê-lo a processos de tratamento e purificação para produzir biometano, um combustível renovável que pode ser utilizado em diferentes aplicações.

Ao aumentar a eficiência da captação, a pesquisa pretende ampliar a quantidade de energia que pode ser obtida dos resíduos urbanos.

Além do potencial econômico, a tecnologia pode contribuir para aproximar o gerenciamento dos resíduos sólidos da produção de fontes alternativas de energia, aproveitando um gás que já é gerado naturalmente nos aterros.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AterrosSanitários#Biogás#Biometano#Biotecnologia#Energia#EnergiaRenovável#Faperj#InteligenciaArtificial#MeioAmbiente#Metano#pesquisacientifica#Sustentabilidade
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