A startup NeuroXess está desenvolvendo uma tecnologia de interface cérebro-computador (BCI) não invasiva, voltada especialmente para pacientes com necessidades clínicas elevadas, como aqueles com paralisia ou esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Diferentemente de soluções invasivas, como o Neuralink, o dispositivo da NeuroXess não penetra no tecido cerebral, diminuindo riscos de cicatrizes e deterioração das leituras ao longo do tempo.
O sistema utiliza uma malha de poliimida e metal colocada sobre a superfície do cérebro, captando sinais neurais de forma segura e eficiente.
Enquanto o Neuralink insere filamentos microscópicos diretamente no cérebro para decodificação de sinais, a NeuroXess mantém o implante superficial, tornando o procedimento mais simples e potencialmente acessível a um público maior.
Em testes, a tecnologia da NeuroXess atingiu velocidade de decodificação de 5,2 bits por segundo (bps), medida que indica a rapidez na tradução de sinais cerebrais em ações ou comandos.
O Neuralink, por sua vez, registra até 10 bps, segundo informações publicadas pelo Financial Times. Apesar da diferença, a abordagem não invasiva pode favorecer o uso clínico em larga escala.
O fundador da NeuroXess, Tiger Tao, afirma que a adoção da tecnologia será facilitada por seu implante simples, que exige apenas uma pequena incisão e equipamentos compactos.
Ele prevê que a expansão será acelerada na China, graças à disponibilidade de dados, redução de custos e acesso a um grande número de pacientes.
*Da Agência: Fonte Exclusiva
