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Home Tecnologia

Empresa neozelandesa acredita que pessoas digitais irão povoar metaverso

Redação Por Redação
28/10/2021 - 00:42
em Tecnologia
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A empresa neozelandesa de tecnologia Soul Machines está criando uma nova classe de humanos: as pessoas digitais. Uma versão piloto do projeto já foi lançada e está interagindo com as pessoas no site oficial da empresa, com a função de calibrar a tecnologia e torná-la mais natural aos olhos do público.

Chamada de Sam, a primeira pessoa digital da Soul Machines opera uma espécie de cérebro digital, que roda em um sistema apelidado de Humans OS 2.0. Ela é capaz de responder aos movimentos do interlocutor quase que em tempo real, para isso, ela estuda as expressões das pessoas pela webcam.

De acordo com o fundador da empresa, Greg Cross, as pessoas digitais da Soul Machines podem ser o que vai povoar o vindouro Metaverso, tão alardeado por gigantes da tecnologia, principalmente o Facebook.
Força de trabalho digital

Cross acredita que as pessoas digitais, que ele chama de “força de trabalho digital”, preencherão o Metaverso. Segundo ele, um fluxo de “Sams” sob medida formará algo equivalente ao que são as NPCs nos videogames, além de serem extensões de nós mesmos.

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“Como seres humanos, estamos sempre ajustando nossa persona e o papel que temos dentro desses parâmetros”, disse Cross ao The Verge. “Com pessoas digitais, também podemos criar essas construções”, completou o executivo.

Pouca competição

Hoje, a Soul Machines não está sozinha no mercado de pessoas digitais. A empresa conta com a companhia, por exemplo, da AI Foundation (AIF), que possui uma equipe formada por cientistas e veteranos da indústria do entretenimento, que vão dos games a Hollywood.

Porém, a Soul Machines certamente é a “líder” neste mercado. A empresa neozelandesa também conta com uma equipe formada por profissionais que vieram de Hollywood. Entre os fundadores da empresa, está Mark Sagar, vencedor de dois Oscars científicos ou técnicos, em 2010 e 2011.
Muito a evoluir

Hoje, as pessoas digitais ainda precisam de um “treinador” humano. Porém, o objetivo é que elas sejam capazes de tomar decisões que tenham como base um objetivo final. Ainda mais ao longe, a empresa pretende que sua população digital seja guiada por valores, mas tudo isso ainda está muito longe.

“Em algum momento no futuro, você poderá criar uma ou várias versões de você mesmo”, disse Cross. “Eles podem sair e fazer coisas, ganhar dinheiro para você, ganhar dinheiro para sua empresa, enquanto você está fazendo outra coisa mais divertida”, completou.

Tags: #Metaverso
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