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Home Tecnologia

Chatbot permite que usuários “conversem” com ente querido morto

Redação Por Redação
01/01/2022 - 14:34
em Tecnologia
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O ex-jornalista de tecnologia James Vlahos, dos Estados Unidos, viu seu pai, John, ser diagnosticado com câncer de pulmão em estágio 4. Durante o tratamento, James começou a gravar John contando histórias da sua vida, como o amor dele pela garota da rua ao lado e sobre seu coelho de estimação quando era criança.

Em meados de 2017, Vlahos pai faleceu, mas James ainda “conversa” – acredite se quiser – com seu genitor morto por meio de um chatbot criado por ele. As informações são do Olhar Digital.

Ao site CNET, o fundador do “Dadbot” (Botpai, em tradução livre) afirmou: “Não substitui meu pai, mas [o chatbot] nos deu uma maneira realmente rica de lembrar dele. Foi uma experiência transformadora para mim porque deu um grande consolo para minha família”.

Agora Vlahos, que também é autor do livro “Talk To Me” (Converse Comigo, em português), sobre conversação com inteligência artificial, está levando o “Dadbot” para a empresa HereAfter AI (IA Aqui Depois, em tradução livre). Dessa maneira, o ex-jornalista criou uma plataforma para que os falecidos consigam “conversar” com seus entes queridos. Esses bots de pessoas mortas é chamado por Vlahos de Life Avatar Story (Avatar de História de Vida, em português).

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O chatbot utiliza a mesma tecnologia da Alexa, assistente virtual desenvolvida pela Amazon, para conversar com os vivos, identificando, automaticamente, quando fazer piadas, dar conselhos, contar histórias ou até mesmo cantar uma música.

A HereAfter AI é uma de tantas startups que prometem o que os cientistas chamam de imortalidade digital. A ideia de Vlahos segue a mesma proposta dos hologramas de artistas mortos durante shows. No Japão, existe um projeto para fazer robôs se parecerem e andarem como uma pessoa que faleceu.

Para se tornar um “Avatar”, a pessoa precisa fazer uma inscrição e deve participar ativamente das interações com a plataforma. O chatbot fará perguntas da sua vida, como “onde você conheceu a mamãe?” ou “qual sua história mais antiga?”, para gravar suas respostas e capturar sua voz.

Vale ressaltar, porém, que a HereAfter AI é uma empresa, e toda empresa visa lucro. Por isso, para compartilhar seu “Avatar” com familiares e amigos tem um custo de US$ 49 (cerca de R$ 278) por ano. “Embora o HereAfter AI armazene as gravações feitas, não as distribuímos ou monetizamos de nenhuma forma alternativa, como mineração de dados para publicidade”, afirmou Vlahos.

Estranho ou não, a verdade é que o “Dadbot” já alcançou muitos usuários que celebraram o fato de poder conversar com um ente querido que os deixou.

Tags: #Chatbot#Inteligência Artificial
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