A principal intermediária de criptoativos do planeta segue sob ataque. Fundada em 2017 em Hong Kong, a Binance atravessa uma crise regulatória e este mês perdeu executivos-chave.
Patrick Hillmann, diretor responsável pela estratégia da Binance, anunciou a despedida “amigável” através do Twitter. Ele havia se juntado à empresa em 2021.
Além disso, Changpeng ‘CZ’ Zhao, Steven Christie, Hon Ng, Eleanor Hughese Yibo Ling também teriam se desligado segundo fontes. Steven Christie era vice-presidente de compliance e Hon Ng dirigia o departamento jurídico, cuja vaga teria sido ocupada por Eleanor Hughes.
Desde o início do ano, o BNB – criptomoeda da Binance – acumula alta de quase 4%, enquanto o bitcoin sobe mais de 80%.
O bitcoin possui a maior capitalização dentre as criptomoedas e o BNB está em quarto lugar. Ethereum e Tether estão em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
O nome Binance está em evidência há meses. A Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, similar à CVM brasileira, está na cola da empresa. Em junho, formalizou acusações contra a Binance e a Coinbase, outra corretora de criptoativos.
A autarquia alega que a Binance e seu CEO enganaram os investidores em questões ligadas à manipulação de mercado, além de utilizarem indevidamente recursos de clientes.
Em artigo publicado em 2021, o The Wall Street Journal acirrou as suspeitas:
“Dentre as principais bolsas financeiras mundiais, aquela que mais cresce não tem sede ou endereço formal, nem licenças nos países onde opera e tem um executivo-chefe que até recentemente não respondia perguntas sobre sua localização.”
Changpeng Zhao, executivo-chefe e co-fundador da Binance, nasceu na China e se mudou para o Canadá na juventude.
Apesar do ruído, a corretora iniciou a pré-venda do novo token Arkham (ARKM) e prevê levantar US$ 2,5 milhões com a iniciativa.
Até 2030, mais de vinte Bancos Centrais deverão ter suas próprias moedas digitais, indicou pesquisa do Banco De Compensações Internacionais (BIS). A maioria será direcionada ao varejo.
Segue o significado do termo Moeda Digital de Banco Central, ou CBDC na sigla inglesa, de acordo com o BIS:
“A CBDC é um instrumento de pagamento digital denominado na unidade nacional contábil, constituindo responsabilidade direta do banco central. Se a CBDC for destinada ao uso de famílias e empresas para transações diárias, será então referida como CBDC de “finalidade geral” ou “varejo”. Um CBDC de varejo difere dos instrumentos existentes de pagamento sem dinheiro (ou seja, transferências de crédito, débitos diretos, pagamentos com cartão e dinheiro eletrônico) porque representa obrigação direta de um banco central, em vez da responsabilidade de uma instituição financeira privada.”
No Brasil, em dezembro do ano passado a regulamentação do setor de criptomoedas entrou em vigor. Através da Lei 14.478/22, considera-se ativo virtual algo que represente valor digitalmente, podendo ser negociado ou transferido eletronicamente para pagamento ou investimento.
E o otimismo com relação a criptoativos persiste. O banco britânico Standard Chartered estima a cotação do bitcoin em até US$ 120 mil no final de 2024, em comparação a aproximadamente US$ 31 mil atualmente.
