Uso excessivo de smartphones pode causar problemas de visão, coluna e sono, alertam médicos

Especialistas explicam como o uso contínuo de celulares afeta o corpo e dão dicas para reduzir os impactos negativos à saúde ocular, postural e neurológica.

Médicos alertam para riscos do uso prolongado de smartphones: problemas na visão, distúrbios na coluna, insônia e inflamações musculares. Veja como minimizar os danos à saúde.

Imagem: Divulgação/ Canva

Os smartphones se tornaram ferramentas indispensáveis no cotidiano moderno, sendo usados para trabalho, estudo e lazer. No entanto, seu uso prolongado pode causar diversos problemas de saúde, incluindo dificuldades de visão, má postura, distúrbios do sono e doenças musculares, como alertam especialistas entrevistados pelo canal russo “Doctor”.

Os médicos Svyatoslav Krupinin e Ekaterina Klishchenko explicam que, embora ainda não haja consenso científico sobre os efeitos da radiação emitida pelos celulares — como uma possível relação com o câncer — os impactos físicos do uso diário já são amplamente documentados e reconhecidos pela medicina.

Impactos nos olhos: da fadiga visual à perda de acuidade

A exposição prolongada à luz azul das telas de smartphones pode causar a chamada “síndrome visual computacional”, que provoca sintomas como dor de cabeça, olhos secos, dificuldade de foco e até redução da acuidade visual.

Segundo Krupinin, para reduzir esses efeitos, é recomendado:

O uso excessivo e próximo ao rosto, especialmente em ambientes escuros ou antes de dormir, também está associado a dificuldades para dormir e interferência na produção de melatonina, hormônio que regula o sono.

Coluna e postura: o “pescoço de texto” e outras síndromes

Olhar para o celular com a cabeça inclinada para baixo aumenta a pressão sobre a coluna cervical, podendo causar dores no pescoço, ombros e parte superior das costas, além de contribuir para posturas incorretas e doenças ortopédicas como a osteocondrose cervical.

O chamado “pescoço de texto” é um dos problemas mais comuns. Já a síndrome do dedo do smartphone afeta o polegar e o punho, resultado de movimentos repetitivos de digitação e rolagem da tela.

A médica Ekaterina Klishchenko esclarece ainda que a “síndrome da cabeça baixa”, em que a pessoa tem dificuldade de manter a cabeça ereta, é uma condição rara e está associada a doenças neuromusculares, não sendo causada exclusivamente por eletrônicos.

Como evitar os efeitos negativos?

Para reduzir os danos, os especialistas recomendam:

Além disso, para quem trabalha sentado por longas horas, é fundamental inserir pausas ativas durante o dia, como pequenas caminhadas ou alongamentos.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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