Os smartphones se tornaram ferramentas indispensáveis no cotidiano moderno, sendo usados para trabalho, estudo e lazer. No entanto, seu uso prolongado pode causar diversos problemas de saúde, incluindo dificuldades de visão, má postura, distúrbios do sono e doenças musculares, como alertam especialistas entrevistados pelo canal russo “Doctor”.
Os médicos Svyatoslav Krupinin e Ekaterina Klishchenko explicam que, embora ainda não haja consenso científico sobre os efeitos da radiação emitida pelos celulares — como uma possível relação com o câncer — os impactos físicos do uso diário já são amplamente documentados e reconhecidos pela medicina.
Impactos nos olhos: da fadiga visual à perda de acuidade
A exposição prolongada à luz azul das telas de smartphones pode causar a chamada “síndrome visual computacional”, que provoca sintomas como dor de cabeça, olhos secos, dificuldade de foco e até redução da acuidade visual.
Segundo Krupinin, para reduzir esses efeitos, é recomendado:
- Manter o celular a pelo menos 30 a 40 cm dos olhos
- Ajustar o brilho e tamanho da fonte para facilitar a leitura
- Fazer pausas visuais a cada 20 minutos
- Piscar frequentemente para evitar olhos secos
- Utilizar película fosca para reduzir reflexos
O uso excessivo e próximo ao rosto, especialmente em ambientes escuros ou antes de dormir, também está associado a dificuldades para dormir e interferência na produção de melatonina, hormônio que regula o sono.
Coluna e postura: o “pescoço de texto” e outras síndromes
Olhar para o celular com a cabeça inclinada para baixo aumenta a pressão sobre a coluna cervical, podendo causar dores no pescoço, ombros e parte superior das costas, além de contribuir para posturas incorretas e doenças ortopédicas como a osteocondrose cervical.
O chamado “pescoço de texto” é um dos problemas mais comuns. Já a síndrome do dedo do smartphone afeta o polegar e o punho, resultado de movimentos repetitivos de digitação e rolagem da tela.
A médica Ekaterina Klishchenko esclarece ainda que a “síndrome da cabeça baixa”, em que a pessoa tem dificuldade de manter a cabeça ereta, é uma condição rara e está associada a doenças neuromusculares, não sendo causada exclusivamente por eletrônicos.
Como evitar os efeitos negativos?
Para reduzir os danos, os especialistas recomendam:
- Evitar o uso de smartphones por longos períodos
- Não usar o celular enquanto estiver conectado ao carregador
- Afastar o dispositivo da cama na hora de dormir
- Utilizar fones de ouvido em chamadas longas
- Fazer pausas regulares durante o trabalho ou estudo
- Levantar-se para se movimentar e alongar a coluna periodicamente
Além disso, para quem trabalha sentado por longas horas, é fundamental inserir pausas ativas durante o dia, como pequenas caminhadas ou alongamentos.
Da Agência Fonte Exclusiva.
