A umidade relativa do ar muda de acordo com as condições atmosféricas e pode ter impacto direto no bem-estar. Olhos irritados, nariz ressecado, dificuldade ou desconforto para respirar e piora de sintomas respiratórios estão entre os efeitos que podem aparecer quando o índice fica muito distante de uma faixa considerada adequada.
O indicador representa a quantidade de vapor de água presente na atmosfera em relação ao máximo que o ar consegue reter em determinada temperatura. A medição pode ser feita com instrumentos como o higrômetro e é acompanhada pelos meteorologistas para avaliar as condições do tempo.
De acordo com a referência apresentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uma umidade relativa entre 50% e 60% é considerada adequada para o conforto e a saúde.
Por que a umidade varia?
A capacidade de o ar armazenar vapor de água está diretamente relacionada à temperatura. Por isso, mesmo que a quantidade de vapor presente na atmosfera permaneça semelhante, o percentual de umidade pode mudar conforme a temperatura sobe ou diminui.
O meteorologista do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Thiago Barros, explica o funcionamento usando uma comparação com uma esponja.
Assim como uma esponja consegue absorver determinada quantidade de água até atingir a saturação, o ar também possui um limite para reter vapor. Quando esse limite é alcançado, o excesso de água deixa de permanecer no estado de vapor e pode contribuir para a formação de nuvens e precipitação.
O que acontece quando o ar está muito seco?
A baixa umidade pode deixar o ambiente mais desconfortável e provocar o ressecamento das mucosas. Nariz e garganta podem ficar mais secos, enquanto os olhos podem apresentar irritação devido à redução da lubrificação natural.
As vias respiratórias também podem ser afetadas. Pessoas que já convivem com problemas respiratórios tendem a perceber os efeitos com maior intensidade durante períodos de ar muito seco.
Segundo Thiago Barros, condições de baixa umidade podem agravar sintomas de doenças respiratórias, especialmente entre pessoas suscetíveis.
Quem sofre com rinite, sinusite e outros problemas inflamatórios das vias respiratórias pode apresentar crises ou desconfortos mais intensos quando o ar permanece seco por períodos prolongados.
Umidade alta também pode causar desconforto
Embora o tempo seco seja frequentemente associado a problemas respiratórios, níveis muito elevados de umidade também podem afetar o conforto.
Em ambientes fechados, a umidade excessiva pode favorecer condições inadequadas e aumentar a sensação de abafamento. Por isso, não é apenas o ar seco que exige atenção.
O ideal é acompanhar os índices divulgados pelos órgãos meteorológicos e observar como o corpo reage às mudanças nas condições atmosféricas.
Como reduzir os efeitos das mudanças na umidade?
Em períodos de baixa umidade, manter uma boa hidratação e evitar ambientes excessivamente secos pode ajudar a reduzir o desconforto. Cuidados com a ventilação e a qualidade do ar dentro de casa também são importantes.
Quando a umidade está muito elevada, manter os ambientes ventilados e evitar o acúmulo de umidade pode contribuir para melhorar o conforto.
A atenção deve ser redobrada durante períodos prolongados de condições extremas. Pessoas que apresentam doenças respiratórias ou outros problemas de saúde que possam ser agravados pelas condições do tempo devem seguir as orientações de seus profissionais de saúde.
Acompanhar diariamente os índices de umidade é uma forma simples de entender as condições atmosféricas e adaptar a rotina para reduzir os impactos do tempo sobre o organismo.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
