Surto de vírus de Bundibugyo, variante do Ebola, mobiliza alertas globais e provoca restrições internacionais

Doença já soma mais de 900 casos suspeitos na África e leva países a adotarem medidas divergentes de controle, enquanto OMS classifica situação como emergência internacional.

Surto do vírus de Bundibugyo, variante do Ebola, já registra mais de 900 casos suspeitos e mobiliza medidas de contenção em diversos países. OMS declara emergência internacional.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru /Via RT

O avanço do surto do vírus de Bundibugyo, uma das variantes do Ebola, tem provocado alerta global e levado autoridades de saúde a intensificarem medidas de vigilância em diferentes continentes.

Classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma emergência internacional de saúde pública, a doença já apresenta expansão principalmente na República Democrática do Congo e em Uganda.

De acordo com os dados mais recentes, o surto contabiliza 906 casos suspeitos, dos quais 105 foram confirmados em laboratório. As autoridades também registram 223 mortes sob investigação e ao menos dez óbitos oficialmente confirmados na República Democrática do Congo.

Em Uganda, foram confirmados sete casos e uma morte associada ao vírus.

Diante do avanço da doença, países adotam estratégias distintas de contenção. A União Europeia optou por não impor restrições de entrada a viajantes provenientes das áreas afetadas, considerando que o risco de disseminação no continente ainda é baixo.

Já a Rússia adotou postura mais rígida, reforçando protocolos de triagem sanitária e medidas de quarentena em suas fronteiras, embora também avalie como reduzida a probabilidade de importação da doença.

Nas Américas, os Estados Unidos endureceram suas regras migratórias, proibindo a entrada de estrangeiros que estiveram recentemente em países afetados, incluindo portadores de green card.

Aeroportos estratégicos passaram a realizar triagens médicas com monitoramento de temperatura, sintomas e histórico de viagem, sob supervisão dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O Canadá também implementou restrições, suspendendo temporariamente documentos migratórios para cidadãos das regiões mais atingidas e exigindo quarentena obrigatória de 21 dias para viajantes expostos ao risco.

Na América Latina, países como Bahamas e México adotaram medidas preventivas, incluindo restrições de entrada e reforço na triagem sanitária em aeroportos. O México também destacou atenção redobrada devido à chegada de equipes esportivas de países afetados.

Na Ásia, Índia e Tailândia reforçaram protocolos de vigilância, com triagem em aeroportos e restrições de entrada em terminais específicos.

No Oriente Médio, Jordânia e Bahrein também anunciaram medidas temporárias de controle para viajantes provenientes das áreas de transmissão.

No continente africano, Uganda determinou o fechamento de fronteiras com a República Democrática do Congo, enquanto o Quênia ampliou barreiras sanitárias e criou centros de isolamento próximos às áreas fronteiriças.

No Brasil, o Ministério da Saúde ativou o Plano Nacional de Contingência para Febres Hemorrágicas Virais. Embora não haja registros da doença no país, o governo reforçou o monitoramento em aeroportos e protocolos de isolamento para possíveis casos suspeitos vindos das regiões afetadas.

Segundo autoridades sanitárias, apesar da gravidade do surto, organismos internacionais ainda não recomendam fechamento global de fronteiras ou suspensão de comércio, mas reforçam a importância da vigilância epidemiológica e da detecção precoce de casos.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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