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Surtos de ebola causados pelo vírus Bundibugyo são confirmados na RDC e em Uganda. OMS declara emergência internacional e reforça medidas de controle e prevenção.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Surto de ebola leva RDC e Uganda a alerta máximo após confirmação de casos do vírus Bundibugyo

OMS declara emergência internacional de saúde pública enquanto autoridades reforçam vigilância e medidas de contenção na África Central.

redacao Por redacao
19/05/2026 - 16:01
em Saúde
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Autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (República Democrática do Congo) e de Uganda (Uganda) estão em estado de alerta após a confirmação de surtos de ebola provocados pelo vírus Bundibugyo.

As investigações começaram após registros de mortes incomuns no leste congolês, acendendo o sinal de alerta para uma possível disseminação da doença na região.

A situação ganhou repercussão internacional depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o cenário como uma emergência de saúde pública de importância internacional, devido à identificação simultânea de casos nos dois países africanos.

O primeiro alerta surgiu no início do mês, quando autoridades congolesas relataram um surto com alta taxa de letalidade no município de Mongbwalu, na província de Ituri, incluindo mortes entre profissionais de saúde.

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Cerca de dez dias depois, exames laboratoriais realizados em Kinshasa confirmaram a presença do vírus Bundibugyo em amostras coletadas no distrito de Rwampara, indicando circulação ativa do agente infeccioso.

Na sequência, o Ministério da Saúde da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Pouco depois, Uganda confirmou um caso relacionado ao mesmo vírus, envolvendo um paciente congolês que morreu na capital Kampala.

A partir dessas confirmações, a OMS declarou emergência internacional após avaliação conjunta com os governos afetados.

A organização reforçou a necessidade de resposta coordenada entre os países e participação das comunidades locais para conter o avanço da doença.

Entre as medidas recomendadas estão o reforço da vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, fortalecimento de laboratórios, controle de infecções em unidades de saúde e implantação de centros de tratamento seguros.

O ebola é uma doença viral grave que afeta humanos e outros primatas, com transmissão inicial por contato com animais silvestres infectados, como morcegos frugívoros e primatas.

A transmissão entre pessoas ocorre por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais, além de objetos contaminados.

A taxa de letalidade média da doença pode chegar a cerca de 50%, variando conforme o surto. O maior episódio registrado ocorreu entre 2014 e 2016 na África Ocidental, quando o vírus se espalhou por Guiné, Serra Leoa e Libéria.

O período de incubação varia de dois a 21 dias, e a transmissão acontece após o início dos sintomas. Entre os sinais iniciais estão febre, fraqueza, dores musculares e de cabeça, além de dor de garganta.

Em casos mais graves, podem ocorrer vômitos, diarreia, erupções cutâneas e hemorragias internas e externas. A semelhança com outras doenças tropicais dificulta o diagnóstico clínico, exigindo confirmação laboratorial.

A OMS destaca que o atendimento precoce, com hidratação e cuidados intensivos, aumenta as chances de sobrevivência.

Existem terapias com anticorpos monoclonais e vacinas aprovadas para algumas variantes do vírus, como a Ervebo, mas ainda não há tratamento totalmente aprovado especificamente para o vírus Bundibugyo, o que preocupa autoridades de saúde.

As recomendações de prevenção incluem evitar contato com pessoas infectadas ou suspeitas, não manusear corpos sem proteção adequada e manter rigorosa higiene das mãos. O monitoramento de contatos pode durar até 21 dias.

Profissionais de saúde, cuidadores e pessoas envolvidas em rituais funerários estão entre os grupos mais expostos ao risco de infecção, especialmente em situações de manejo inadequado de corpos.

Apesar da gravidade, a OMS não recomenda, até o momento, restrições gerais de viagem ou comércio, mas orienta monitoramento rigoroso de deslocamentos de pessoas expostas.

Com a declaração de emergência internacional, a expectativa é de intensificação das ações de vigilância e cooperação internacional para conter o avanço do vírus e reduzir o impacto sobre populações vulneráveis na região.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #África#DoençasInfecciosas#Ebola#Epidemia#OMS#RDC#SaúdePública#Uganda#VirusBundibugyoSurto
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