Rússia nega surto de peste na Sibéria e alerta para informações falsas

Kremlin orienta população a acompanhar apenas comunicados oficiais após rumores sobre morte de funcionária de instituto especializado em doenças infecciosas.

Autoridades russas negam surto de peste em Irkutsk, na Sibéria, e alertam para informações falsas após a morte de uma funcionária de instituto especializado.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Autoridades russas negaram a existência de um surto de peste na província de Irkutsk, na Sibéria, e fizeram um alerta sobre a circulação de informações falsas relacionadas ao caso. Nesta quarta-feira (7), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, pediu que a população não dê crédito a rumores e acompanhe as informações divulgadas oficialmente pelas autoridades sanitárias.

Durante uma conversa com jornalistas, Peskov afirmou que grande parte das informações que circulam sobre a situação não corresponde à realidade. Segundo ele, a Rospotrebnadzor, agência russa responsável pela vigilância sanitária e epidemiológica, deve ser a principal fonte de informações sobre o caso.

“A mídia está noticiando muita coisa, e a grande maioria do que está sendo noticiado sobre essa situação é falsa. Baseiem-se nas informações da Rospotrebnadzor”, declarou.

O porta-voz também reforçou que os comunicados oficiais da agência devem ser considerados diante das especulações que circulam nas redes sociais e em diferentes veículos de comunicação.

“Existe a Rospotrebnadzor, com profissionais altamente qualificados trabalhando nessa área. Vamos nos ater às suas declarações oficiais”, afirmou.

Peskov acrescentou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi informada sobre o episódio, seguindo os procedimentos previstos internacionalmente.

Morte de funcionária provocou especulações

Os rumores começaram após a morte, no início de outubro, de uma funcionária do Instituto de Pesquisa Anti-Peste da Sibéria e do Extremo Oriente, localizado na cidade de Shelekhov, na província de Irkutsk.

Informações divulgadas inicialmente por veículos de comunicação e canais estatais levantaram a possibilidade de que a mulher tivesse morrido em decorrência de peste pneumônica, supostamente adquirida durante suas atividades profissionais na instituição.

A hipótese provocou preocupação e alimentou especulações sobre um possível surto da doença na região.

Após a realização de exames, porém, a Rospotrebnadzor informou que não foram encontrados nas amostras da paciente microrganismos relacionados às atividades desempenhadas por ela no instituto ou a situações de emergência envolvendo o trabalho com agentes patogênicos.

A agência também afirmou que nenhuma das pessoas que tiveram contato com a funcionária apresentou sinais de infecção por peste.

Segundo as autoridades sanitárias russas, não foram identificadas alterações no estado de saúde dos contatos da mulher que indicassem uma doença infecciosa relacionada ao episódio.

Rospotrebnadzor nega restrições na região

Outra informação passou a circular nas redes sociais após os rumores sobre a morte da funcionária. Publicações afirmavam que as autoridades haviam implantado um regime sanitário e epidemiológico reforçado, com medidas restritivas na província de Irkutsk.

A Rospotrebnadzor negou a informação e afirmou que o documento compartilhado nas redes sociais não foi produzido por uma fonte oficial.

De acordo com a agência, nenhuma decisão para estabelecer esse tipo de restrição havia sido tomada. A situação sanitária e epidemiológica em Irkutsk, em Shelekhov e no restante da província foi classificada como estável.

As autoridades orientaram os moradores a evitar o compartilhamento de informações não verificadas e a consultar os canais oficiais antes de considerar verdadeira qualquer notícia relacionada ao caso.

OMS foi comunicada

A Rospotrebnadzor também informou que comunicou o episódio à Organização Mundial da Saúde conforme os procedimentos previstos no Regulamento Sanitário Internacional.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades russas, a OMS avaliou o caso e indicou que não havia risco sanitário ou epidemiológico relacionado ao episódio de pneumonia adquirida na comunidade registrado em Irkutsk.

Até o momento, portanto, as autoridades russas afirmam não haver confirmação de peste entre as pessoas que tiveram contato com a funcionária que morreu nem evidências de uma emergência epidemiológica na região.

O governo russo reforçou que novas informações devem ser acompanhadas por meio dos canais oficiais da Rospotrebnadzor, em meio à circulação de rumores sobre um possível surto na Sibéria.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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