O estado do Rio de Janeiro confirmou oito casos de malária ao longo de 2025, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde.
De acordo com o órgão, todas as ocorrências foram classificadas como importadas, quando a infecção acontece fora do território fluminense, ou ainda permanecem em investigação para definição da origem do contágio.
Apesar dos registros no estado, o cenário nacional apresenta resultados considerados positivos.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o Brasil alcançou, em 2025, o menor número de casos de malária desde o fim da década de 1970, refletindo uma redução de 15% nas notificações em relação ao ano anterior.
Além da diminuição no total de infecções, o levantamento aponta queda de 30% nas formas graves da doença e redução de 28% no número de mortes provocadas pela malária em todo o país.
Os avanços também foram observados em áreas historicamente afetadas pela enfermidade. Nas regiões de garimpo, os casos diminuíram 18%, enquanto em territórios indígenas a redução superou 15%.
Na Terra Indígena Yanomami, considerada uma das áreas mais vulneráveis à doença, houve recuo de 22% nos registros e queda de 80% nos óbitos em comparação com 2024.
A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida pela picada do mosquito Anopheles infectado. O diagnóstico é realizado por exame de sangue, capaz de identificar o parasita e orientar o tratamento adequado.
Entre os principais sintomas estão febre alta, calafrios, dores de cabeça, náuseas, vômitos e diarreia. Como esses sinais podem ser semelhantes aos de outras doenças infecciosas, especialistas recomendam que pessoas com histórico recente de viagem para áreas de risco procurem atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas.
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da oferta da tafenoquina, medicamento utilizado no tratamento da malária, contribuiu para a redução dos casos e das mortes. A estratégia passou a incluir também uma versão pediátrica do remédio, destinada principalmente às comunidades indígenas.
Mesmo com os indicadores em queda, autoridades de saúde reforçam que a vigilância permanece essencial, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais, onde as condições ambientais favorecem a proliferação do mosquito transmissor e mantêm o risco de novos casos.
*Da Agência Fonte Exclusiva
