O governo anunciou nesta terça-feira (31) que o reajuste médio permitido para os preços de medicamentos será de até 2,47% em 2026, o menor registrado nos últimos quase 20 anos.
O índice divulgado está abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que atingiu 3,81%.
A redução nos reajustes vem sendo aplicada desde 2023 como parte das políticas de controle da inflação, com o objetivo de evitar aumentos abusivos e preservar o poder de compra dos consumidores.
Em anos anteriores, o acréscimo nos preços dos remédios ultrapassava 10%, pressionando os custos para a população.
A portaria da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) oficializou o novo índice.
Apesar do reajuste permitido, laboratórios e farmácias podem adotar percentuais menores ou manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das condições do mercado.
O reajuste é anual e calculado com base na inflação medida pelo IPCA, com desconto dos ganhos de produtividade da indústria, segundo o secretário-executivo da CMED, Mateus Amâncio.
O órgão define três faixas de aumento conforme o nível de concorrência do medicamento, variando entre 1,13% e 3,81%.
Medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e produtos isentos de prescrição seguem regras próprias e não estão incluídos nesse reajuste anual.
*Da Agência Fonte Exclusiva
