A chegada da primavera traz temperaturas mais altas e maior ocorrência de chuvas em diferentes regiões do país, combinação que pode favorecer a proliferação do Aedes aegypti. O mosquito é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, fazendo com que os meses mais quentes e chuvosos exijam atenção redobrada com a eliminação de possíveis criadouros.
A dengue pode provocar febre alta, dores musculares, dor de cabeça e dor atrás dos olhos. Em alguns casos, a infecção pode evoluir para quadros graves. Já a chikungunya costuma provocar dores intensas nas articulações, que podem persistir por semanas ou até meses.
A zika, por outro lado, geralmente apresenta sintomas mais leves, mas exige atenção especial durante a gestação. A infecção pelo vírus pode estar relacionada a complicações e malformações congênitas.
Água parada é um dos principais riscos
Os criadouros do Aedes aegypti podem estar muito próximos da população e, muitas vezes, dentro das próprias residências. Recipientes que acumulam água são suficientes para oferecer condições para a reprodução do mosquito.
Por isso, é importante verificar regularmente caixas-d’água, calhas, pneus, vasos de plantas, garrafas e outros objetos que possam acumular água. Quintais, terrenos e áreas externas também precisam ser incluídos na vistoria.
No Rio de Janeiro, onde as arboviroses representam um problema recorrente de saúde pública, os períodos de chuva exigem cuidados constantes. O virologista da Fiocruz Amazônia Felipe Naveca destaca que a disponibilidade de recipientes com água está diretamente relacionada à formação de criadouros.
Materiais descartados de forma inadequada, como copos plásticos e outros recipientes, também podem acumular água da chuva e se transformar em locais favoráveis ao desenvolvimento do mosquito.
Prevenção começa dentro de casa
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio mantém ações para combater a proliferação do Aedes aegypti. Entre as atividades estão visitas a imóveis, identificação de focos, aplicação de larvicidas em locais específicos e orientação aos moradores.
A população também tem participação importante nesse trabalho. Uma das recomendações é reservar alguns minutos por semana para verificar a casa e os espaços ao redor, eliminando recipientes que possam acumular água.
A inspeção frequente ajuda a diminuir os possíveis criadouros e pode contribuir para reduzir a circulação de dengue, zika e chikungunya durante o período de maior risco para as arboviroses.
*Da Agência Fonte Exclusiva
