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Home Saúde
CFM proíbe uso de PMMA em preenchimentos devido ao risco de complicações graves, incluindo necrose, deformações e até morte.

📸Reprodução/ Conselho Federal de Medicina

PMMA será proibido em procedimentos estéticos após alerta para riscos graves à saúde

Conselho Federal de Medicina veta uso da substância em procedimentos estéticos e reparadores realizados por médicos.

redacao Por redacao
02/06/2026 - 08:00
em Saúde
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos médicos de preenchimento corporal e facial. A medida passa a valer a partir desta terça-feira (2), com a publicação da Resolução nº 2.461/2026 no Diário Oficial da União.

A decisão foi tomada após análises técnicas e posicionamentos de entidades médicas que apontam uma série de riscos associados à aplicação da substância.

Entre as complicações relatadas estão processos inflamatórios crônicos, infecções, deformações permanentes, necrose de tecidos, perda de partes do corpo e, em situações extremas, óbitos.

Segundo o CFM, a nova norma representa uma ação voltada à proteção dos pacientes e ao fortalecimento da segurança nos procedimentos médicos realizados no país.

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Material pode provocar complicações permanentes

O PMMA é um polímero sintético utilizado em diferentes áreas da medicina e da indústria. Na estética, ele é aplicado na forma de gel contendo microesferas, com a proposta de promover preenchimento permanente em determinadas regiões do corpo e da face.

No entanto, especialistas alertam que o material pode desencadear reações tardias e imprevisíveis. Entre os principais problemas estão a formação de nódulos, deslocamento da substância para outras áreas do organismo e processos inflamatórios que podem surgir anos após a aplicação.

Além disso, a remoção do produto costuma ser extremamente complexa. Em muitos casos, o tratamento exige cirurgias extensas para retirada dos tecidos afetados, resultando em sequelas significativas.

Exceção para pacientes com HIV

A resolução mantém apenas uma exceção. O uso do PMMA continuará autorizado para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, condição caracterizada pela perda ou redistribuição de gordura corporal provocada por determinados medicamentos antirretrovirais.

Nesses casos, a aplicação deverá ocorrer exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e seguir protocolos específicos já estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Pedido de banimento total

O Conselho Federal de Medicina informou ainda que pretende intensificar as discussões com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para buscar a retirada definitiva do PMMA do mercado de preenchimentos.

A entidade argumenta que diversos casos de complicações graves foram registrados nos últimos anos, incluindo ocorrências envolvendo profissionais de outras áreas da saúde que realizavam procedimentos estéticos com a substância.

Anvisa mantém posição

Apesar da nova regra para médicos, a Anvisa informou que, até o momento, não identificou elementos suficientes para determinar o banimento do produto.

Segundo a agência reguladora, os dispositivos atualmente registrados possuem perfil de segurança considerado aceitável quando utilizados conforme as indicações aprovadas e por profissionais habilitados.

A Anvisa reforça que o PMMA não possui indicação para procedimentos de aumento corporal exclusivamente estéticos e que qualquer efeito adverso deve ser comunicado ao sistema nacional de vigilância sanitária.

Debate sobre segurança estética

A decisão do CFM reacende o debate sobre a segurança dos procedimentos estéticos minimamente invasivos e a necessidade de maior fiscalização no uso de substâncias permanentes.

Especialistas defendem que pacientes busquem informações detalhadas sobre os materiais utilizados, os riscos envolvidos e a qualificação dos profissionais responsáveis antes de realizar qualquer intervenção estética.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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