A partir desta segunda-feira, 1º de setembro, os planos de saúde passam a ser obrigados a incluir em sua cobertura o implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon. A determinação foi feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e vale para mulheres de 18 a 49 anos.
A medida tem como objetivo ampliar o acesso a métodos contraceptivos eficazes, especialmente no combate à gravidez não planejada. O Implanon é um método hormonal de longa duração, com ação de até três anos e considerada uma das formas mais seguras de planejamento reprodutivo.
SUS também vai distribuir o Implanon
Além da rede privada, o Sistema Único de Saúde (SUS) também vai oferecer o implante. O anúncio foi feito em julho pelo Ministério da Saúde, que prevê distribuir 1,8 milhão de unidades até 2026, sendo 500 mil ainda em 2025, com investimento estimado de R$ 245 milhões.
Atualmente, o Implanon custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil no mercado. Com a incorporação pelo SUS e pelos planos de saúde, o acesso ao método se torna mais igualitário.
De acordo com o ministério, o uso do implante também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, contribuindo para a redução da mortalidade materna. O governo brasileiro tem a meta de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% a mortalidade materna entre mulheres negras até 2027.
Como funciona o Implanon?
O Implanon é um pequeno bastonete inserido sob a pele do braço, que libera continuamente o hormônio etonogestrel, inibindo a ovulação. Ele dispensa o uso diário ou mensal, como acontece com anticoncepcionais orais ou injetáveis, e pode ser removido a qualquer momento, com retorno rápido da fertilidade.
Entre os métodos oferecidos pelo SUS, apenas o DIU de cobre era considerado LARC (sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração). O Implanon se junta agora a essa categoria, oferecendo mais opções para as mulheres no planejamento familiar.
Da Agência Fonte Exclusiva.
