A permanência prolongada em espaços confinados pode causar impactos severos à saúde mental. Foi o que afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao comentar a situação enfrentada por passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius.
Em entrevista à Sky News na segunda-feira (11), Tedros declarou que alguns passageiros chegaram a apresentar “colapso mental” após permanecerem por várias semanas em um ambiente pequeno e restrito dentro da embarcação.
“Como você pode imaginar, houve até casos de colapso mental entre alguns passageiros. É muito difícil ficar em um pequeno contêiner por várias semanas”, afirmou o diretor-geral da OMS.
Tedros também defendeu a decisão de não obrigar os passageiros a cumprirem isolamento dentro do próprio navio. Segundo ele, manter as pessoas confinadas a bordo por tanto tempo seria uma medida “cruel” e inadequada diante das condições enfrentadas.
O representante da OMS destacou ainda que muitos dos passageiros eram idosos e apresentavam doenças crônicas, o que aumentava a preocupação das autoridades de saúde em relação ao bem-estar físico e emocional dessas pessoas durante o período de confinamento.
Especialistas alertam que situações de isolamento prolongado podem desencadear sintomas como ansiedade, estresse intenso, crises emocionais e agravamento de problemas psicológicos já existentes, especialmente em ambientes fechados e com pouca liberdade de circulação.
O episódio reacende o debate sobre os impactos psicológicos causados por medidas rígidas de quarentena em navios de cruzeiro e outros ambientes de confinamento coletivo, principalmente durante períodos de crise sanitária.
*Da Agência Fonte Exclusiva
