Pesquisadores ao redor do mundo estão acompanhando de perto a nova variante da Covid-19, denominada BA.3.2 ou “Cicada”. Descoberta pela primeira vez na África do Sul em novembro de 2024, a cepa já foi registrada em pelo menos 23 países.
O apelido faz referência ao seu surgimento súbito após meses sem detecção.
A BA.3.2 possui cerca de 75 mutações na proteína spike, praticamente o dobro das variantes anteriores, como a JN.1, levantando preocupações sobre sua capacidade de escapar da imunidade adquirida por infecções prévias ou por vacinas existentes.
Especialistas destacam que, embora imunizações direcionadas à linhagem Ômicron ainda ofereçam algum nível de proteção, a resposta imunológica frente à BA.3.2 é mais limitada do que contra outras cepas predominantes, como a XFG.
O Dr. Abraar Karan afirmou que “a variante chamou atenção da comunidade de doenças infecciosas por suas mutações, que podem aumentar a transmissibilidade e permitir algum escape da imunidade das variantes anteriores”.
Apesar da preocupação em alguns países, incluindo os Estados Unidos, a variante ainda não foi identificada no Brasil. Segundo especialistas, não há risco imediato de emergência sanitária.
“Não há sinais de que a variante esteja causando doenças graves que precisem de hospitalização. O sistema imunológico continua oferecendo proteção contra cepas com múltiplas mutações. Não acredito que se repita o cenário dos primeiros dias da Covid”, acrescentou Karan.
*Da Agência Fonte Exclusiva
