A mais recente Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, divulgada em setembro de 2025, introduziu a categoria de pré-hipertensão. O objetivo é alertar pacientes e profissionais de saúde para a importância da detecção precoce e da adoção de hábitos que previnam complicações cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
De acordo com a diretriz, pessoas com pressão arterial sistólica entre 120 e 139 mmHg ou pressão arterial diastólica entre 80 e 89 mmHg passam a ser classificadas como pré-hipertensas. Antes, esses índices eram considerados normais, mas agora funcionam como um sinal de alerta para o risco de evolução para hipertensão.
O documento, elaborado por sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão, recomenda que a classificação seja usada em consultórios para identificar indivíduos em risco e incentivar intervenções não medicamentosas de forma proativa.
A hipertensão é conhecida como um “mal silencioso” por não apresentar sintomas específicos, sendo muitas vezes descoberta apenas após eventos graves, como infarto ou AVC. Especialistas destacam que a detecção precoce pode salvar vidas e reduzir custos com tratamentos de urgência.
Estilo de vida e prevenção
Para evitar a progressão da pré-hipertensão para quadros mais graves, a diretriz aponta mudanças essenciais no estilo de vida, como:
• Perder peso;
• Reduzir o consumo de sal;
• Aumentar a ingestão de potássio;
• Seguir a dieta DASH, baseada em alimentos ricos em potássio, cálcio, magnésio, grãos integrais, sementes, castanhas e fibras;
• Praticar atividade física regularmente.
A dieta DASH dá destaque para hortaliças de folhas verdes, frutas da estação, laticínios desnatados e carnes brancas, priorizando um padrão alimentar que fortalece o sistema cardiovascular.
Com a nova classificação, o patamar de 12/8, antes visto como ideal, passa a exigir mais atenção. A mensagem central da diretriz é clara: pequenas mudanças no dia a dia podem evitar o avanço da pré-hipertensão para doenças crônicas graves, preservando a saúde do coração e a qualidade de vida da população.
*Da Agência Fonte Exclusiva
