Isabel Veloso, que se tornou conhecida nacionalmente ao compartilhar sua luta contra o câncer nas redes sociais, foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em 2021. Ao longo do tratamento, ela relatou internações, sessões de quimioterapia e os impactos físicos e emocionais da doença, atraindo atenção e apoio do público.
O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina nos linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do corpo contra infecções. Como essas células estão distribuídas por diversas regiões, a doença pode surgir em diferentes locais, embora seja mais frequente nos gânglios linfáticos do pescoço, axilas e tórax.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os sintomas variam conforme a área afetada. Quando os linfonodos superficiais, como os do pescoço, axilas ou virilha, são acometidos, surgem ínguas indolores.
Já quando o linfoma atinge o tórax, podem ocorrer tosse persistente, falta de ar e dor no peito. Em casos de acometimento abdominal ou pélvico, os pacientes costumam relatar desconforto e sensação de inchaço.
Diferentes tipos de linfoma
O linfoma é classificado em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma de não-Hodgkin. Embora distintos, os sintomas iniciais podem se assemelhar. A hematologista Maria Amorelli, de Goiânia, destaca que o aumento de gânglios nas regiões cervical, axilar e inguinal costuma ser um dos primeiros sinais. Outros sintomas, chamados de sintomas B, incluem febre vespertina, coceira pelo corpo e perda de peso.
Causas e diagnóstico
As causas do linfoma de Hodgkin ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos apontam que a infecção pelo vírus Epstein-Barr pode contribuir para o desenvolvimento da doença ao interferir no funcionamento do sistema linfático.
Uma característica marcante do Hodgkin é a presença das células de Reed-Sternberg, identificadas em exames laboratoriais.
O diagnóstico envolve descartar outras doenças com sintomas semelhantes e diferenciar o linfoma de Hodgkin do linfoma de não-Hodgkin. Para isso, são utilizados exames como biópsia dos gânglios linfáticos, exames de imagem e, em alguns casos, punção lombar para análise do líquido da medula espinhal.
Após a confirmação, a doença é classificada de acordo com o tipo de crescimento do tumor e o estágio em que foi identificada. O tratamento normalmente inclui quimioterapia, podendo ser combinada com imunoterapia ou radioterapia, dependendo de cada caso.
*Da Agência Fonte Exclusiva
