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Imigrante equatoriana conta ganhar até R$ 13 mil em um dia catando piolhos nos Estados Unidos

Eliana Ortega disse já ter tratado mais de mil famílias de Nova York desde 2015

Redação Por Redação
15/05/2022 - 10:24
em Saúde
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A equatoriana Eliana Ortega montou um negócio de extração de piolhos nos Estados Unidos e afirma ser possível faturar US$ 2.500 (aproximadamente R$ 13 mil) em um dia com a atividade.

Para ela, os piolhos são “menos racistas que os humanos e infectam pobres e ricos da mesma maneira”, por isso seu serviço faz tanto sucesso.

“Uma vez tirei os piolhos de uma filha de um ex-presidente dos Estados Unidos e de suas netas”, contou Ortega, em uma entrevista para o canal Telemundo, mas sem detalhar quem foi.

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Ela disse que seus clientes prezam pela discrição, pois as pessoas sentem vergonha de estar com piolhos. Mas ela também sentia vergonha no começo da carreira: “Eu me apresentava como uma consultora de saúde ou empresária”, disse Ortega.

Sobre a relação com os piolhos, ela responde que “talvez eles me odeiem porque eu os mato, mas eu não. Eu amo os piolhos. Eles são minha vida”.

‘Piolhos de milhões’

A empresa de Eliana Ortega se chama “Larger Than Lice”, uma brincadeira com a expressão americana que significa que algo é muito importante (“larger than life”, ou maior que a própria vida) e o termo em inglês para piolhos (“lice”).

Os preços dos serviços, de acordo com o site da empresa, começam em US$ 150 pela visita domiciliar (ela oferece também uma checagem virtual gratuita). A remoção varia entre US$ 165 a US$ 260, dependendo do tamanho do cabelo. Considerando uma família de 4 pessoas, o valor que ela ganha em uma visita pode passar de US$ 1.000 (aproximadamente R$ 5 mil).

Ela também oferece pacotes especiais para escolas e acampamentos de férias.

Sua fonte de renda ainda inclui uma loja virtual de produtos para tratamento de cabelo e pentes especiais para remoção de piolhos.

De imigrante a empresária

A equatoriana Eliana Ortega montou um negócio de extração de piolhos nos Estados Unidos — Foto: Instagram/Eliana Ortega

Em 2014, ela e sua filha de 8 anos saíram do Equador e foram para os Estados Unidos. “Eu não sabia falar inglês, mas sonhava em ser minha própria chefe e ter horários flexíveis para passar mais tempo com minha filha”, escreveu ela em seu site.

Antes de abrir seu próprio negócio, ela disse que teve diversos empregos, como garçonete e faxineira, até que ofereceram a oportunidade de trabalhar como removedora de piolhos. Foi aí que ela viu a oportunidade: “O trabalho dava mais dinheiro do que os outros que eu fazia.”

Dois meses depois, ela buscou uma formação na área e foi estudar no Instituto Shepperd, na Flórida, que dá cursos de especialização em retirada de piolhos.

Atuando em Nova York, ela abriu a própria empresa em 2015. A equatoriana disse que, desde então, já tratou mais de mil famílias e desenvolveu seu próprio método de remoção de piolhos

Em 2021, ela ampliou o negócio com a “Larger Than Lice Academy”, uma escola para orientar novos empreendedores do ramo de remoção de piolhos. Seus cursos são em espanhol, com duração de 3 meses.

Pediculose da cabeça

Cabelo com infestação de piolho — Foto: Instagram/Larger Than Lice

O biólogo Júlio Vianna Barbosa, pesquisador do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explica que os piolhos são pequenos insetos que parasitam o homem e provocam uma doença chamada pediculose. A infestação de piolho provoca coceira intensa que pode levar a pequenos ferimentos na cabeça.

Eles se alimentam exclusivamente de sangue, preferem ambientes quentes, escuros e úmidos e depositam seus ovos nos fios de cabelo.

O especialista ainda afirma que a transmissão não está relacionada à falta de higiene e que, independentemente de renda, sexo ou idade, qualquer pessoa pode ter piolho.

O biólogo também destaca que a transmissão pode ocorrer de duas maneiras: por meio do contato direto, encostando cabeças para tirar uma fotografia, por exemplo, ou pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal, como pentes e escovas, prendedores e lenços de cabelo, bonés, capacetes, travesseiros, entre outros.

As informações são do g1.

Tags: #Eliana Ortega#Empreendedorismo#Empreendedorismo Feminino#Piolhos
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