Com a chegada das férias escolares de julho, hemocentros em diversas regiões do país reforçaram as campanhas de doação de sangue para evitar a redução dos estoques, situação frequente neste período em razão da diminuição do número de doadores.
Na Fundação Hemocentro de Brasília, os níveis de sangue permanecem considerados regulares após a mobilização realizada durante o Junho Vermelho.
Ainda assim, os tipos O negativo e B negativo seguem em estado de atenção e necessitam de reposição contínua.
A necessidade de doações frequentes está relacionada ao prazo de validade dos componentes do sangue. As plaquetas podem ser armazenadas por até cinco dias, o concentrado de hemácias tem validade de até 42 dias e o plasma pode ser conservado por até um ano.
Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar pelo menos 51 quilos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e comparecer alimentado, evitando refeições com excesso de gordura antes da coleta.
A advogada Marina Cunha, doadora regular há cerca de 20 anos, afirma que realiza doações ao menos duas vezes por ano. Segundo ela, a experiência de ter familiares que precisaram de transfusões reforçou a importância de contribuir para manter os estoques abastecidos.
Antes de serem disponibilizadas para os hospitais, todas as bolsas de sangue passam por exames laboratoriais que identificam doenças como HIV, hepatites B e C, sífilis e doença de Chagas, garantindo maior segurança para os pacientes que receberão as transfusões.
Todo o processo de doação leva cerca de 90 minutos, incluindo cadastro, triagem clínica, coleta e alimentação após o procedimento.
Em Brasília, grupos com pelo menos dez voluntários também podem organizar campanhas de doação com transporte gratuito oferecido pela Fundação Hemocentro.
*Da Agência Fonte Exclusiva
