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Home Saúde
Pesquisa do Unicef revela que ultraprocessados ainda dominam a alimentação infantil, mesmo entre famílias preocupadas com saúde, e que rotulagem nutricional tem efeito limitado.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Estudo do Unicef mostra consumo crescente de ultraprocessados entre crianças apesar de preocupação dos pais

Preço, praticidade e sobrecarga das mães influenciam escolhas alimentares, enquanto rotulagem nutricional tem efeito limitado.

Redação Por Redação
31/03/2026 - 10:13
em Saúde
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Um levantamento recente do Unicef revela que, mesmo entre famílias preocupadas com a alimentação dos filhos, alimentos ultraprocessados continuam sendo amplamente consumidos e associados a uma “infância feliz” e, em alguns casos, a status social.

A pesquisa, realizada em comunidades urbanas da Pavuna (Rio de Janeiro), Ibura (Recife) e Guamá (Belém), aponta que metade das crianças entrevistadas consumiu algum ultraprocessado no dia anterior ao estudo, principalmente nos lanches.

Produtos como iogurtes saborizados e empanados preparados na air fryer são frequentemente vistos como nutritivos, classificados pelo levantamento como “falsos saudáveis”.

Stephanie Amaral, oficial de Saúde e Nutrição do Unicef, destacou que a rotulagem nutricional frontal, implementada no Brasil em 2022, tem efeito limitado: 55% das famílias nunca consultam essas informações e 15% acreditam que alimentos com o selo são mais saudáveis ou equivalentes a outros produtos.

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O estudo aponta que fatores como preço acessível, praticidade e a sobrecarga das mães, responsáveis por comprar e preparar a maior parte das refeições, pesam fortemente na escolha dos alimentos.

O cenário para a saúde infantil é preocupante. Em 2023, mais de 13% das crianças de até cinco anos e mais de 30% dos adolescentes estavam acima do peso, com a obesidade se tornando a forma mais comum de má nutrição no país.

A pesquisa também destaca dificuldades para a prática de atividades físicas, como a falta de segurança e espaços adequados, embora ressalte aspectos positivos, como a valorização das refeições caseiras e políticas públicas voltadas à promoção de hábitos alimentares saudáveis desde a infância.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #alimentacaoinfantil#Crianças#HábitosAlimentares#obesidadeinfantil#PolíticasPúblicas#rotulagemNutricional#SaúdeInfantil#ultraprocessados#Unicefnutrição
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