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Home Saúde
Álcool nas festas aumenta acidentes, conflitos e risco para crianças

Imagem: ilustração/canvas

Especialista alerta para riscos do consumo de álcool nas festas de fim de ano

Psiquiatra afirma que não existe quantidade segura e destaca impactos na saúde mental.

Redação Por Redação
25/12/2025 - 11:48
em Saúde
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O consumo de bebidas alcoólicas costuma crescer significativamente durante as festas de fim de ano, impulsionado por confraternizações, encontros familiares e celebrações prolongadas. Para especialistas em saúde mental, esse aumento representa um fator de risco importante, com impactos que vão além do bem-estar físico e atingem também a saúde emocional e as relações sociais.

Segundo a psiquiatra Alessandra Diehl, integrante do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abad), não existe um nível seguro para o consumo de álcool. Ela lembra que documentos recentes, validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçam que qualquer quantidade ingerida pode trazer prejuízos à saúde.

Entre os problemas mais frequentes observados nesse período estão quedas, episódios de intoxicação e falhas na supervisão de crianças em ambientes onde há consumo excessivo de bebida alcoólica. De acordo com a especialista, é comum o aumento de atendimentos pediátricos relacionados à ingestão acidental de álcool por crianças, resultado da falta de atenção dos adultos durante as comemorações.

Além dos riscos físicos, o consumo elevado também está associado a mudanças de comportamento. A psiquiatra aponta um crescimento nos casos de agressividade, conflitos familiares e decisões impulsivas, como dirigir sob efeito de álcool ou misturar bebida alcoólica com medicamentos, o que pode trazer consequências graves.

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O período de fim de ano também é considerado especialmente sensível para pessoas que já enfrentam problemas relacionados ao álcool. A ampla oferta de bebidas e a valorização cultural do consumo aumentam o risco de recaídas entre aqueles que estão em processo de recuperação.

Outro aspecto destacado por Alessandra Diehl é o impacto do álcool na saúde mental. Muitas pessoas recorrem à bebida como uma tentativa de aliviar sentimentos de tristeza, ansiedade ou frustração, comuns nessa época do ano. No entanto, esse comportamento pode agravar quadros de ansiedade e depressão já existentes, criando um ciclo prejudicial à saúde emocional.

Álcool e juventude

O aumento do consumo entre adolescentes é motivo de preocupação adicional. Dados do 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), divulgado em setembro de 2025 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostram que, enquanto o número de adultos que consomem álcool diminuiu, o uso entre jovens cresceu.

Entre adultos, a proporção de consumidores regulares caiu de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023. Já o consumo pesado entre adolescentes aumentou no mesmo período, passando de 28,8% para 34,4%.

A psiquiatra ressalta que adolescentes não devem consumir álcool em nenhuma circunstância. Além da proibição legal, o cérebro ainda está em desenvolvimento nessa fase da vida, tornando os jovens mais vulneráveis aos efeitos da substância.

Ela também critica atitudes permissivas dentro do ambiente familiar, como permitir o consumo sob supervisão. Para a especialista, a prevenção passa por uma presença mais ativa dos responsáveis e por mensagens claras de que o álcool não deve ser o centro das celebrações. Segundo ela, é possível promover encontros e festas em que a bebida não seja a protagonista, protegendo especialmente crianças e adolescentes.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #álcool#consumodealcool#festasdefimano#OMS#Prevenção#SaúdeMental
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