Neste Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, especialistas reforçam o alerta para uma condição que atinge cerca de uma em cada dez mulheres no Brasil e pode impactar de forma significativa a qualidade de vida.
Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dores durante as relações sexuais e dificuldades para engravidar, sinais que muitas vezes são subestimados ou confundidos com desconfortos menstruais comuns.
A ginecologista e obstetra Eleonora Pasqualotto explica que a endometriose ocorre quando fragmentos do endométrio — tecido que reveste o interior do útero — se deslocam para outras partes do corpo durante o ciclo menstrual.
Segundo a médica, parte do sangue menstrual pode retornar pelas trompas e atingir a cavidade abdominal. Em alguns casos, esse material se fixa em órgãos como ovários, intestino e bexiga, provocando inflamações e dores recorrentes.
Ela destaca que, embora a doença não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes.
O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar a progressão da doença e reduzir o risco de comprometimento de outros órgãos.
A médica Rafaela Dourado relata que iniciou o tratamento aos 18 anos, após diagnóstico confirmado, optando inicialmente pelo uso de anticoncepcionais como forma de controle.
Os tratamentos variam de acordo com cada caso e podem incluir terapias hormonais, acompanhamento médico contínuo e, em situações mais graves, intervenções cirúrgicas.
Especialistas reforçam que a informação e a atenção aos sintomas são essenciais para garantir diagnóstico adequado e início precoce do tratamento, reduzindo os impactos da doença no cotidiano das pacientes.
*Da Agência Fonte Exclusiva
