O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Saúde
perigos do only fans

Imagem criada por inteligência artificial

‘É como um pacto com o diabo’: conheça o lado obscuro do OnlyFans

Plataforma impulsiona a compulsão sexual e transforma fantasias pagas em laços emocionais que dificultam o desligamento.

Redação Por Redação
13/04/2025 - 23:58 - atualizado em 01/05/2025 - 17:51
em Saúde
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

Lançado em 2016, o OnlyFans surgiu como uma plataforma para que pessoas de diversas áreas compartilhassem conteúdo exclusivo mediante assinaturas mensais. Na prática, porém, cerca de 70% dos criadores se dedicam à produção de material adulto.

De imagens sugestivas a vídeos explícitos e pedidos personalizados, o aplicativo passou a oferecer aos clientes uma sensação de intimidade, enquanto permite que criadores conquistem independência ao controlar sua própria renda.

Sob essa perspectiva, a plataforma parece “vantajosa” para ambos os lados. No entanto, com o crescimento constante de usuários e produtores de conteúdo — que teve seu auge durante o lockdown na pandemia de Covid-19 —, aumentaram também as preocupações com a saúde mental de quem decide integrar esse universo.

Dos mais de 300 milhões de usuários, cerca de 70% são homens. Já entre os mais de 4 milhões de criadores de conteúdo, 84% são mulheres, e apenas 1% obtém renda anual superior a US$ 100 mil.

Leia Também

Quedas levam quase 15 mil crianças a hospitais no Brasil em 2026

Brasil registra mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025

Embora os ganhos econômicos pareçam concentrados entre celebridades que levam seus seguidores para o OnlyFans ou entre quem aposta em conteúdos extremos, como a influenciadora britânica Bonnie Blue, que afirma ter feito sexo com mil homens em 12 horas, ninguém está imune às consequências psicológicas.

Um aplicativo altamente viciante

A promessa de renda ilimitada — por meio de assinaturas mensais, mensagens personalizadas, transmissões ao vivo e gorjetas — torna os consumidores vulneráveis à combinação de pornografia com dependência digital.

A liberação de hormônios como dopamina e ocitocina ao assistir conteúdo pornográfico, somada à facilidade de acesso e ao anonimato, faz do aplicativo uma ferramenta com alto potencial viciante.

Segundo a Birches Health, um estudo indicou aumento de 66% em 2023 na busca por ajuda no Reino Unido para lidar com comportamentos compulsivos relacionados ao OnlyFans.

Diversos usuários relataram como o uso do app se tornou um obstáculo à vida cotidiana. Um homem de pouco mais de 20 anos contou à psicoterapeuta Tori McCarthy, especialista em dependência sexual, que passava horas navegando na plataforma, o que dificultava relacionamentos afetivos e sexuais.

O hábito afetou seu desempenho no trabalho e culminou no término com a parceira.

Em outro caso, uma mulher descobriu, após quatro anos de relacionamento, que o namorado era viciado no OnlyFans. Ela percebeu mudanças de comportamento e um zelo excessivo com o celular.

“Eles se apaixonam pelas mulheres com quem interagem”

Diferentemente da pornografia convencional, o uso excessivo do OnlyFans acrescenta uma variável que dificulta o tratamento da dependência: a sensação de afeto e proximidade, ainda que paga.

“As pessoas definitivamente se apaixonam pelas mulheres com quem interagem”, afirma Nancy Tricamo, psicoterapeuta em Nova York e diretora clínica do Center for Intimacy Recovery.

Para ela, trata-se da compra da fantasia de um relacionamento parassocial, que oferece a ilusão de companhia.

“Pacto com o Diabo”

A possibilidade de pagar por vídeos ou mensagens sexuais transmite ao cliente uma sensação de poder. Para o criador de conteúdo, quanto mais assinantes, maior o lucro. Isso, no entanto, pode submetê-lo a exigências incomuns de quem está disposto a pagar.

Alex le Tissier, que produz conteúdo adulto, descreveu o atendimento a pedidos cada vez mais perturbadores como “um pacto com o Diabo”.

Victoria Sins, que trabalhou como recrutadora para uma agência OnlyFans, disse que depois de ver alguns dos pedidos dos assinantes, ela decidiu mudar de vida e se tornar cristã.

Sins lembra de um homem que pagou para uma mulher usar uma sandália específica, encher balões até um certo tamanho e depois pisar neles, enquanto outro pediu para ver uma mulher pendurada em uma borda enquanto outra mulher pisava em seus dedos.

“Literalmente um fantoche prostituta”

Apesar de muitos enxergarem o OnlyFans como uma ferramenta de empoderamento feminino, ao atingir determinado patamar, as criadoras costumam ser gerenciadas por agências, que assumem o controle da comunicação com os assinantes.

Elas também são pressionadas a divulgar conteúdo sugestivo nas redes sociais para atrair novos clientes.

O crescimento do número de criadoras levou à saturação do conteúdo considerado “comum”, o que empurrou muitas mulheres a ultrapassar seus próprios limites para manter o interesse do público.

“Você é literalmente um fantoche prostituta, e seus cafetões são seus assinantes”, afirmou Nala Ray, ex-modelo da plataforma, em entrevista concedida no fim do ano passado.

Ela detalhou a atuação no setor, onde faturou US$ 14 milhões em cinco anos, e explicou por que decidiu abandonar a carreira. Ray descreve o aplicativo como catalisador do vício em pornografia nos Estados Unidos e conta que também se converteu ao cristianismo.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.

Tags: #Only Fans
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Trump dá conselho a países que não gostaram do seu ‘tarifaço’

Próxima notícia

‘Bed rotting’: conheça tendência viral que prega rotina na cama como autocuidado

Redação

Redação

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital