Custos com AVC dobram em cinco anos e doença segue como uma das maiores causas de morte no país

Levantamento mostra que internações por acidente vascular cerebral cresceram 151% entre 2019 e 2023, elevando gastos no sistema de saúde. Especialistas alertam que 90% dos casos são preveníveis.

AVC mata uma pessoa a cada 6,5 minutos no Brasil e já soma R$ 910 milhões em gastos hospitalares

AVC mata uma pessoa a cada 6,5 minutos no Brasil e já soma R$ 910 milhões em gastos hospitalares. Imagem: ilustração/canvas

O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, continua sendo uma das principais causas de morte e incapacidade física no mundo. No Brasil, a cada 6,5 minutos uma pessoa morre em decorrência da doença, segundo dados da consultoria Planisa, especializada em gestão de saúde e custos hospitalares.

Entre 2019 e setembro de 2024, foram registradas 85.839 internações por AVC no país, com permanência média de 7,9 dias por paciente. O total ultrapassa 680 mil diárias hospitalares, das quais 25% em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias.

Os gastos acumulados com o tratamento somaram R$ 910,3 milhões no período — R$ 417,9 milhões referentes a diárias críticas e R$ 492,4 milhões a diárias não críticas. Apenas em 2024, até setembro, as despesas já superavam R$ 197 milhões.

Dia Mundial de Combate ao AVC – Arte/EBC

O levantamento aponta uma alta constante nos custos e nas internações. Entre 2019 e 2023, as despesas mais que dobraram, passando de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões, acompanhando o aumento de casos: de 8.380 internações em 2019 para 21.061 em 2023 — um crescimento de 151%.

A Organização Mundial do AVC (WSO) alerta que 90% dos casos são preveníveis, desde que os fatores de risco sejam controlados.

Entenda o que é o AVC

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC ocorre quando vasos que transportam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, interrompendo o fluxo sanguíneo e causando paralisia da área afetada.

O quadro é mais frequente em homens, e a agilidade no diagnóstico e no tratamento é fundamental para reduzir sequelas e aumentar as chances de recuperação.

Os principais sintomas incluem:

O diagnóstico é realizado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada de crânio, que ajuda a identificar a área afetada e o tipo do AVC — isquêmico (causado por obstrução) ou hemorrágico (causado por ruptura de vaso).

Fatores de risco

O Ministério da Saúde lista como principais fatores de risco para o AVC:

A prevenção, segundo especialistas, depende de hábitos saudáveis, controle médico regular e atenção aos primeiros sinais da doença, especialmente entre pessoas com fatores de risco.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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