O Brasil conta agora com uma nova opção para o tratamento da hemofilia com a aprovação do medicamento QFITLIA® (fitusirana sódica) pela Anvisa.
Voltado para pacientes a partir de 12 anos, o remédio tem como objetivo prevenir ou reduzir episódios de sangramento em portadores de hemofilia A ou B, inclusive aqueles com inibidores dos fatores de coagulação VIII ou IX.
De acordo com o Perfil de Coagulopatias do Ministério da Saúde de 2024, o país possui 14.202 pacientes diagnosticados com hemofilia, sendo 11.863 do tipo A e 2.339 do tipo B.
A doença genética, ligada ao cromossomo X, compromete a capacidade do sangue de formar coágulos eficazes, afetando principalmente homens.
A gravidade da hemofilia varia conforme os níveis dos fatores de coagulação, com hemorragias espontâneas nos casos graves e sangramentos pós-trauma ou cirurgias nos casos leves.
As articulações e músculos são as áreas mais afetadas, tornando essencial o diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.
Tania Maria Onzi Pietrobelli, presidente da Federação Brasileira de Hemofilia, destaca que a fitusirana sódica oferece mais qualidade de vida, com apenas uma aplicação a cada dois meses, em contraste com tratamentos endovenosos que exigem três a quatro infusões por semana.
O medicamento aumenta a autonomia dos pacientes e melhora a logística nos centros de tratamento.
Mariana Battazza, presidente da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia, ressalta que a nova medicação facilita a adesão ao tratamento, promovendo melhores resultados clínicos e superando limitações dos protocolos tradicionais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
