O Brasil registrou avanço nos índices de aleitamento materno exclusivo entre crianças acompanhadas pela rede pública de saúde. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) indicam que 59% dos bebês de até seis meses acompanhados pela Atenção Primária do SUS recebiam somente leite materno até agosto de 2026.
O percentual supera os 57% registrados em 2025 e mantém a tendência de crescimento observada nos últimos anos. Em 2024, o país também havia alcançado 57%, considerado, até então, um dos maiores resultados da série histórica.
A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno durante os primeiros seis meses. Nesse período, não há necessidade de oferecer água, chás, sucos ou outros alimentos. Após os seis meses, a orientação é iniciar a alimentação complementar adequada e continuar amamentando até os dois anos ou mais.
Índice se aproxima de meta internacional
O resultado registrado em 2026 coloca o Brasil a apenas um ponto percentual da meta definida pela OMS para 2030. O objetivo internacional é alcançar pelo menos 60% de aleitamento materno exclusivo entre crianças com até seis meses.
Os números, porém, variam de acordo com a população analisada. Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) apontam que aproximadamente 45% dos bebês brasileiros entre zero e seis meses são alimentados exclusivamente com leite materno.
A diferença entre os levantamentos mostra a importância de ampliar as políticas de incentivo, proteção e apoio à amamentação, além de garantir acompanhamento adequado às famílias durante o período.
Amamentação traz benefícios ao bebê
O leite materno contém nutrientes e componentes que contribuem para o crescimento e o desenvolvimento infantil. A prática também oferece proteção contra diferentes infecções e doenças, especialmente durante os primeiros meses de vida.
Segundo o Ministério da Saúde, manter o aleitamento até os dois anos ou mais pode reduzir em até 13% as mortes de crianças menores de cinco anos por causas que poderiam ser evitadas.
Entre os benefícios associados à amamentação estão a redução de episódios de diarreia e infecções, além de efeitos positivos sobre o desenvolvimento cognitivo. O aleitamento também pode contribuir para aspectos relacionados à saúde bucal, mastigação e desenvolvimento da fala.
Efeitos podem durar por toda a vida
As vantagens do aleitamento não ficam restritas à primeira infância. A amamentação também está relacionada a menor risco de obesidade e diabetes em fases posteriores da vida.
Durante os primeiros meses, o leite materno ainda fornece componentes que ajudam o sistema imunológico do bebê a responder a agentes infecciosos.
Com 59% dos bebês acompanhados pelo SUS recebendo aleitamento materno exclusivo, o Brasil se aproxima da meta internacional para 2030. O desafio agora é ampliar o suporte às famílias e garantir condições para que mais mulheres consigam iniciar e manter a amamentação pelo período recomendado.
*Da Agência Fonte Exclusiva
