Na véspera do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou uma verificação dos sistemas responsáveis pelo recebimento, transmissão e totalização dos votos. O procedimento ocorreu neste sábado (3), em Brasília, e confirmou que os programas instalados no Tribunal correspondem aos que foram previamente inspecionados, assinados digitalmente e lacrados.
Durante a cerimônia pública, acompanhada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, também foi emitida a chamada “zerésima” do banco de dados da totalização para presidente e vice-presidente da República. O documento demonstra que não havia votos registrados antes do início da votação.
Quatro sistemas foram verificados
A conferência envolveu quatro sistemas utilizados no processamento dos resultados: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot).
Durante o procedimento, técnicos conferiram as assinaturas digitais e os chamados hashes, que funcionam como identificadores dos arquivos. De acordo com o TSE, qualquer alteração, mesmo mínima, faria com que o resumo digital deixasse de coincidir com o registro original.
A verificação faz parte do processo de fiscalização dos sistemas eleitorais. O objetivo foi confirmar que os programas presentes nos computadores do Tribunal são os mesmos que foram disponibilizados para inspeção pelas entidades fiscalizadoras e posteriormente assinados digitalmente e lacrados.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, os sistemas utilizados nas eleições foram assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, após a conclusão do desenvolvimento dos programas.
O que é a zerésima?
A zerésima é um documento emitido antes do início da votação para demonstrar que o sistema de totalização ou a urna eletrônica não possui votos registrados previamente.
No procedimento realizado neste sábado, a zerésima correspondeu à base de dados da eleição para presidente e vice-presidente. Nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), procedimento semelhante é realizado para os cargos estaduais.
Antes do início da votação neste domingo (4), cada urna eletrônica também emitirá sua própria zerésima. O documento ficará disponível na seção eleitoral para comprovar que o equipamento estava sem votos registrados antes da abertura da votação.
Teste de Integridade terá duas urnas no TSE
Outra etapa de fiscalização prevista para este domingo será o Teste de Integridade, que terá parte da auditoria realizada dentro da sede do próprio TSE.
Duas urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) serão submetidas ao procedimento durante todo o dia da votação. A iniciativa é uma novidade das Eleições 2026.
O Teste de Integridade é realizado pela Justiça Eleitoral desde 2002 e consiste em uma votação simulada. Os votos utilizados no teste são previamente registrados e, ao final, comparados com os resultados produzidos pelas urnas, permitindo verificar se os equipamentos contabilizaram corretamente os votos inseridos durante a simulação.
Totalização começa depois das 17h
Após o encerramento da votação, os dados registrados nas urnas serão gravados e transmitidos para os sistemas da Justiça Eleitoral. Os Tribunais Eleitorais recebem os boletins de urna e iniciam os procedimentos de totalização, que consistem na soma dos resultados das seções eleitorais.
A divulgação dos resultados das Eleições 2026 começa a partir das 17h, pelo horário de Brasília, e poderá ser acompanhada em tempo real pelos canais oficiais do TSE.
O primeiro turno acontece neste domingo (4), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. O TSE informa que 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026. As mulheres representam 52,84% do eleitorado brasileiro.
Caso seja necessário segundo turno para presidente ou governador, a nova votação está marcada para 25 de outubro.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
