STF suspende diversos auxílios a juízes e membros do MP para respeitar teto salarial

Corte determina que benefícios sem previsão legal federal sejam interrompidos e reforça limite constitucional de R$ 46,3 mil.

Ministros decidirão entre votação direta ou indireta.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão de uma série de auxílios e benefícios pagos a juízes e integrantes do Ministério Público em todo o país, reforçando o respeito ao teto constitucional de R$ 46,3 mil, correspondente a 35% do salário dos ministros da Corte.

A decisão estabelece que pagamentos sem respaldo em lei federal são inconstitucionais e devem ser interrompidos imediatamente.

Entre os benefícios suspensos estão auxílios natalinos e de natalidade, auxílio combustível e moradia, auxílio alimentação e creche, licenças compensatórias por acúmulo de funções ou cursos no exterior, gratificações por exercício de localidade ou participação em concursos e indenizações por serviços de telecomunicação.

Alguns pagamentos previstos em lei federal foram mantidos, porém limitados a 35% do teto constitucional.

Entre eles estão diárias e ajuda de custo por mudança de domicílio, pro labore por atividades de magistério, gratificação por exercício em comarcas de difícil provimento, indenização por férias não usufruídas e adicional por tempo de serviço (5% por ano).

Este último pode ser acumulado com outros penduricalhos, permitindo que juízes e promotores em fase final de carreira recebam até R$ 78,8 mil por mês.

A decisão também prevê a possibilidade de pagamento de retroativos referentes a benefícios reconhecidos por decisões administrativas ou judiciais anteriores a fevereiro de 2026, quando o STF começou a analisar a questão.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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