O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que Washington não permitirá que países do hemisfério ocidental se tornem aliados de nações consideradas adversárias do governo norte-americano. A declaração foi feita em meio à intensificação da crise política e diplomática envolvendo a Venezuela, após a recente ação militar conduzida pelos EUA no país.
Segundo Rubio, a posição norte-americana é clara: os Estados Unidos esperam mudanças na Venezuela, independentemente de serem imediatas ou graduais. “A conclusão é que esperamos ver mudanças na Venezuela. Mudanças de todos os tipos, de longo ou curto prazo; adoraríamos ver qualquer tipo de mudança”, declarou o chefe da diplomacia norte-americana em entrevista a emissoras internacionais.
O secretário ressaltou que Washington está disposto a dialogar com as autoridades venezuelanas, desde que haja sinais concretos de transformação no cenário político e institucional do país. Para ele, decisões tomadas a partir de agora serão avaliadas pelos seus resultados práticos, especialmente no que diz respeito à estabilidade interna e ao alinhamento geopolítico da Venezuela.
Rubio também alertou para a presença e a influência de atores externos na região, afirmando que os Estados Unidos consideram inaceitável que países das Américas fortaleçam relações estratégicas com governos ou grupos que representem ameaça aos interesses norte-americanos. Sem citar nomes diretamente, o discurso foi interpretado como um recado a alianças da Venezuela com potências e organizações fora do eixo ocidental.
No campo econômico, o secretário indicou que instrumentos de pressão, como sanções e restrições comerciais, continuam sendo considerados pelo governo dos EUA como forma de induzir mudanças políticas. Segundo ele, essas medidas poderão ser revistas caso haja avanços significativos na condução do país.
As declarações de Rubio reforçam o endurecimento do discurso de Washington em relação à Venezuela e ampliam a tensão diplomática na América Latina, em um momento em que diversos países e organismos internacionais defendem diálogo, respeito à soberania e soluções pacíficas para a crise.
*Da Agência Fonte Exclusiva
