A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) voltou a operar sob comando interino após o presidente da Casa, deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), pedir licença do mandato pela segunda vez em pouco mais de dois meses. O novo afastamento foi solicitado no início de fevereiro e ocorre em meio às restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Bacellar alegou motivos pessoais para a licença, que coincide com o início do ano legislativo. Em dezembro do ano passado, antes do recesso parlamentar, ele já havia se afastado do cargo por um período semelhante. Apesar de continuar formalmente como presidente eleito da Alerj, o deputado está impedido de exercer a função por decisão judicial.
Afastamento e contexto judicial
O presidente da Alerj foi preso em dezembro de 2025 durante uma operação da Polícia Federal que apura o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a investigações envolvendo outro parlamentar estadual. Dias depois, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a soltura de Bacellar, impondo medidas cautelares.
Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de horário, proibição de contato com outros investigados e o afastamento da presidência da Assembleia Legislativa. Desde então, Bacellar não pode exercer funções administrativas ou políticas ligadas ao comando da Casa.
Quem assumiu a presidência da Alerj
Com o afastamento de Rodrigo Bacellar, a presidência da Alerj passou a ser exercida interinamente pelo deputado estadual Guilherme Jandre Delaroli (PL), primeiro vice-presidente da Mesa Diretora.
Delaroli é deputado estadual eleito em 2022, com base eleitoral na cidade de Maricá, e integra o Partido Liberal. Na condição de presidente interino, cabe a ele conduzir as sessões plenárias, administrar a rotina legislativa e representar institucionalmente a Assembleia enquanto perdurar o afastamento do titular.
Cenário político
A sucessão temporária mantém o funcionamento regular da Alerj, mas o cenário gera incertezas políticas dentro da Casa, especialmente em um ano marcado por debates estratégicos e articulações de interesse do governo estadual.
Até o momento, não há definição sobre quando Rodrigo Bacellar poderá reassumir a presidência, já que isso depende de eventual revisão das medidas cautelares pelo STF. Enquanto isso, a Assembleia segue sob comando interino, aguardando os próximos desdobramentos do caso.
*Da Agência Fonte Exclusiva
