O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu a ampliação da capacidade militar brasileira e afirmou ser favorável ao desenvolvimento de uma arma nuclear pelo país.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (19), durante entrevista ao portal Metrópoles, em meio à apresentação das propostas de campanha para as eleições de 2026.
Segundo o candidato, a obtenção de capacidade nuclear teria como finalidade aumentar a influência geopolítica do Brasil e fortalecer sua posição nas negociações com outras nações. Renan Santos argumentou que um país com maior capacidade de defesa teria mais condições de defender seus interesses no cenário internacional.
A proposta, conforme explicou, seria parte de um projeto de longo prazo. O candidato afirmou que uma eventual iniciativa nesse sentido não seria implementada imediatamente caso fosse eleito, mas integraria uma estratégia voltada ao fortalecimento das estruturas militar e estratégica brasileiras.
Candidato também propõe saída de tratado nuclear
Além da defesa de uma capacidade nuclear militar, Renan Santos declarou ser favorável à retirada do Brasil do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
O Brasil aderiu ao tratado em 1998. O acordo estabelece compromissos internacionais relacionados à prevenção da disseminação de armas nucleares, ao desarmamento e à utilização da tecnologia nuclear para fins pacíficos.
A proposta apresentada pelo candidato representa uma mudança em relação à política brasileira tradicional na área nuclear, que combina o desenvolvimento de tecnologias para aplicações civis com a participação em mecanismos internacionais de controle e não proliferação.
Política de defesa entra no debate eleitoral
As declarações colocam a política de defesa e a estratégia nuclear entre os temas apresentados por Renan Santos durante a campanha presidencial.
A proposta também relaciona a capacidade militar à soberania nacional. Na avaliação do candidato, o fortalecimento das Forças Armadas e o desenvolvimento de recursos estratégicos seriam instrumentos para ampliar o peso do Brasil nas relações internacionais.
Uma eventual mudança na política nuclear brasileira, entretanto, envolveria não apenas decisões internas, mas também compromissos assumidos pelo país em acordos internacionais.
A defesa de uma arma nuclear e da retirada do TNP passa, assim, a integrar o conjunto de propostas apresentadas na corrida presidencial de 2026 e deve alimentar o debate sobre defesa, soberania, relações exteriores e os compromissos internacionais do Brasil.
*Da Agência Fonte Exclusiva
