O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu no último dia 31 de março o certificado de quitação eleitoral do ex-prefeito Reginaldo Quinta (PSD), liberando-o oficialmente para disputar a eleição suplementar que deverá ser marcada para este ano de 2025.
O documento, essencial para sua candidatura, coloca o político como favorito da oposição em um pleito que promete redefinir os rumos do município.
A eleição majoritária de 2024 foi anulada após o atual prefeito, Dorlei Fontão (PSB), tentar um terceiro mandato consecutivo — prática vedada pela legislação eleitoral.
Com a decisão, o comando interino segue com o presidente da Câmara, Fábio Feliciano de Oliveira (PSB), conhecido como Júnior de Gromobol, enquanto a cidade se prepara para um novo embate nas urnas, em data que deverá ser marcada pelo TRE-ES (Tribunal Regional Eleitoral), tão logo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determine.

Oposição unida e orçamento em foco
Reginaldo Quinta lidera uma frente ampla de oposição, formada em 2024, que busca capitalizar o desgaste do PSB.
Analistas apontam que a coalizão tem potencial para alterar a correlação de forças em um município com peculiaridades econômicas: embora tenha pouco mais de 10 mil habitantes, Presidente Kennedy possui um orçamento anual superior a R$ 1 bilhão, graças a royalties do petróleo. Esse cenário atrai debates sobre gestão de recursos e transparência.
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Desafios para o PSB
Dorlei Fontão, que venceu o pleito anulado, enfrenta dificuldades para manter apoio popular após a crise política. O PSB tenta sustentar a administração interina, mas a sombra da ilegalidade do terceiro mandato pesa sobre a legenda.
Enquanto isso, o PSD projeta otimismo: “A população quer renovação, e estamos preparados para oferecer uma gestão ética e eficiente”, declarou Quinta em recente entrevista.
A eleição suplementar, além de definir o futuro político da cidade, testará a capacidade de reorganização das legendas em um ano atípico.
Com um dos maiores orçamentos per capita do país, Presidente Kennedy vive um embate que transcende fronteiras locais, refletindo tensões entre continuísmo e mudança.
