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Home Política
PGR entende que atuação do escritório está protegida pela autonomia da atividade jurídica

Imagem | Reprodução

PGR arquiva pedido e afirma que contrato da esposa de Moraes com Banco Master é legal

Paulo Gonet afirma que não há indícios de ilicitude e que o STF não deve interferir em contratos entre particulares

Redação Por Redação
29/12/2025 - 19:38 - atualizado em 30/12/2025 - 09:46
em Política
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido de investigação que questionava a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no caso envolvendo o Banco Master.

A solicitação havia sido apresentada pelo advogado Enio Martins Murad e apontava possível conflito de interesses em razão de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Ao analisar o caso, Gonet afirmou que não há elementos que indiquem irregularidade no acordo firmado entre as partes. Segundo o procurador-geral, “não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique a intervenção desta instância”.

Na decisão, ele também ressaltou que não cabe ao Supremo Tribunal Federal interferir em contratos celebrados entre particulares, sobretudo quando envolvem a atividade profissional da advocacia. Para Gonet, a atuação do escritório está protegida pela autonomia inerente ao exercício da profissão.

“O tema foge ao escopo de atuação e à competência da Suprema Corte, não sendo possível à Procuradoria-Geral da República interferir em negócios jurídicos privados”, afirmou.

Gonet acrescentou ainda que as informações divulgadas pela imprensa, citadas no pedido de investigação, não apresentam consistência suficiente para justificar a abertura de apuração formal por parte da PGR.

Contrato com valores milionários

O contrato firmado entre o escritório Barci de Moraes Advogados e o Banco Master previa o pagamento de R$ 129 milhões ao longo de 36 meses, com início em 2024. O valor mensal estimado seria de aproximadamente R$ 3,6 milhões.

Apesar da repercussão do caso, a Procuradoria-Geral da República concluiu que não há indícios de ilegalidade ou de interferência indevida do ministro Alexandre de Moraes no processo envolvendo a instituição financeira, determinando, assim, o arquivamento definitivo do pedido.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Advocacia#Alexandre de Moraes#Judiciário#Paulo Gonet#PGR#política#STF#Supremo Tribunal Federal
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