Mulheres com medida protetiva poderão ter acesso a armas de eletrochoque e spray de defesa no estado do RJ

Projeto em análise na Alerj amplia mecanismos de proteção para vítimas de violência doméstica.

Alerj analisa proposta que autoriza mulheres com medida protetiva a adquirir dispositivos não letais de defesa pessoal no Estado do Rio.

📸Arte/Agência Fonte Exclusiva

Mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas poderão ter acesso facilitado a instrumentos não letais de legítima defesa no Estado do Rio de Janeiro.

A proposta está prevista no Projeto de Lei 6.142/25, que começou a ser analisado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

De autoria dos deputados estaduais Sarah Poncio e Rodrigo Amorim, o texto propõe alterações na Lei 10.260/23, responsável pela criação do Programa de Defesa Pessoal para Mulheres Vítimas ou Ameaçadas de Violência Doméstica.

A principal mudança prevista é a autorização para que mulheres maiores de 18 anos possam adquirir e portar dispositivos de incapacitação neuromuscular por eletrochoque, além de sprays à base de extratos vegetais destinados à legítima defesa.

O projeto também contempla adolescentes a partir de 16 anos que estejam sob proteção legal, desde que apresentem autorização formal dos responsáveis.

De acordo com a proposta, a comercialização dos dispositivos de eletrochoque ficará restrita a estabelecimentos especializados. A compra será limitada a uma unidade por pessoa, mediante apresentação de documento oficial com foto e comprovante de residência.

Já os sprays de defesa poderão ser adquiridos em farmácias e outros estabelecimentos autorizados, respeitando o limite de duas unidades por mês para cada comprador. Os recipientes deverão possuir capacidade máxima de 70 gramas.

Os autores da proposta defendem que a medida busca ampliar a proteção de mulheres que enfrentam situações de ameaça ou violência, oferecendo meios adicionais de defesa pessoal enquanto aguardam a efetividade das medidas judiciais de proteção.

O projeto está em primeira discussão no Parlamento fluminense. Caso receba emendas parlamentares durante a tramitação, retornará para novas análises antes de seguir para votação definitiva.

Se aprovado pela Alerj e posteriormente sancionado pelo Governo do Estado, o texto passará a integrar oficialmente as políticas públicas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica no Rio de Janeiro.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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