Uma concentração de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi interrompida por uma tragédia na noite de sábado (24), em Vargem Alegre, no interior de Minas Gerais. Elisabete Martins Chaves, de 54 anos, morreu depois de ser atropelada nas proximidades da entrada da cidade, onde manifestantes aguardavam uma carreata.
O grupo estava reunido para receber participantes de uma mobilização política que seguia do município vizinho de Entre Folhas.
Segundo informações divulgadas pelos jornais Diário de Caratinga e Diário do Aço, um automóvel atingiu Elisabete enquanto ela permanecia no local da concentração.
A força do impacto arremessou a vítima a vários metros de distância. Ela recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.
O motorista deixou o local sem prestar socorro. Até as informações divulgadas neste domingo (25), ele ainda era procurado pela Polícia Militar.
Testemunhas afirmam que veículo acelerou perto dos manifestantes
Relatos apresentados às autoridades indicam que o automóvel trafegava em velocidade aparentemente normal antes de se aproximar do grupo.
Segundo testemunhas, o condutor teria acelerado momentos antes de atingir a mulher.
Essa informação ainda depende de confirmação pela investigação, que deverá considerar depoimentos, vestígios encontrados no local e possíveis imagens do atropelamento.
O sargento Duarte, da Polícia Militar Rodoviária, informou à imprensa regional que a área foi isolada para a realização da perícia.
Equipes policiais também iniciaram diligências para identificar e localizar o motorista.
Polícia vai apurar possível motivação política
O atropelamento aconteceu na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, durante uma manifestação favorável à candidatura de Lula.
Depois da ocorrência, publicações nas redes sociais passaram a associar o motorista a apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente na disputa eleitoral.
No entanto, não havia confirmação oficial sobre a identidade do condutor, sua preferência política ou uma possível intenção de atingir os participantes do ato.
A investigação deverá esclarecer se houve perda de controle do veículo, imprudência ou uma ação deliberada.
Até que esses elementos sejam apurados, não é possível classificar o atropelamento como um crime de motivação política.
Manifestação foi encerrada após a morte
A notícia da morte de Elisabete provocou comoção entre os participantes da mobilização.
Diante do ocorrido, os organizadores decidiram cancelar a continuidade da carreata.
Testemunhas ouvidas pela imprensa regional relataram o abalo entre os presentes e cobraram providências para identificar o responsável.
O caso aconteceu poucas horas antes da abertura das urnas para o segundo turno presidencial.
Adolescente também foi atropelado em Caratinga
Outro atropelamento foi registrado no sábado (24), durante uma caminhada política em Caratinga, na mesma região de Minas Gerais.
Um adolescente foi atingido por um Toyota Corolla preto na Avenida Olegário Maciel, no Centro da cidade.
Segundo o Diário de Caratinga, o jovem sofreu uma fratura exposta no braço e foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.
Diferentemente do ocorrido em Vargem Alegre, o motorista permaneceu no local após o acidente.
As circunstâncias desse segundo episódio também deverão ser esclarecidas pelas autoridades. Não há confirmação de ligação entre os dois casos.
Investigação busca identificar motorista que fugiu
A Polícia Militar continua reunindo informações sobre o atropelamento que matou Elisabete Martins Chaves.
A identificação do veículo, os depoimentos de testemunhas e o resultado da perícia poderão ajudar a esclarecer como o acidente aconteceu e se houve intenção de atingir os manifestantes.
Até a última atualização das informações disponíveis, não havia confirmação oficial sobre a localização do motorista.
*Da Agência Fonte Exclusiva
