A conta usada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para veicular anúncios no Facebook foi temporariamente desativada pela Meta nesta sexta-feira (25). O acesso foi restabelecido no mesmo dia, mas a empresa ainda não informou publicamente o que levou à suspensão.
A equipe de campanha apresentou um recurso à plataforma para questionar o bloqueio e afirmou que não recebeu uma justificativa no momento da interrupção. Mesmo com a conta novamente ativa, os responsáveis pela publicidade eleitoral aguardam uma explicação da empresa sobre o episódio.
A Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, foi procurada pela imprensa, mas não havia apresentado uma manifestação pública sobre o caso até a divulgação das informações.
Suspensão ocorreu na reta final da campanha
O episódio aconteceu poucos dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet pode ocorrer até 1º de outubro no primeiro turno.
Por isso, a campanha de Lula questionou a interrupção, principalmente pela falta de uma explicação sobre qual regra teria motivado a medida.
A suspensão também ocorre em meio ao debate sobre o papel das plataformas digitais durante o processo eleitoral e os mecanismos utilizados pelas empresas para moderar anúncios e conteúdos políticos.
Meta e regras para anúncios políticos
A Meta mantém políticas próprias para publicidade relacionada a eleições e temas políticos, incluindo mecanismos de identificação e transparência para esse tipo de anúncio.
No Brasil, a propaganda eleitoral na internet é regulamentada pela Justiça Eleitoral. O calendário do TSE estabelece que o impulsionamento pago pode ser realizado até 1º de outubro no primeiro turno, independentemente de a contratação ter sido feita anteriormente.
A legislação eleitoral também prevê mecanismos de acompanhamento e fiscalização sobre a propaganda publicada nas plataformas digitais.
Investigação sobre conteúdo ligado a Flávio Bolsonaro
Paralelamente ao episódio envolvendo a campanha de Lula, o TSE analisa uma ação que questiona a utilização de uma rede de perfis no Instagram para ampliar conteúdos relacionados à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
A ação apresentada pela coligação de Lula aponta 1.826 publicações feitas em colaboração entre 492 perfis. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou a preservação de dados e informações das contas envolvidas para auxiliar a investigação.
A medida, porém, é parte de uma investigação em andamento e não representa uma conclusão da Justiça Eleitoral sobre eventual irregularidade por parte da campanha de Flávio Bolsonaro.
Conta voltou a funcionar
Apesar da suspensão temporária, a estrutura de anúncios da campanha de Lula foi restabelecida no mesmo dia. Até o momento, não há informação pública de que a Meta tenha aplicado uma punição definitiva ou impedido a continuidade da publicidade eleitoral.
A campanha aguarda agora uma resposta da empresa para esclarecer o motivo do bloqueio e informar se a medida ocorreu por causa de alguma regra da plataforma ou por uma falha operacional.
*Da Agência Fonte Exclusiva
