Mendonça nega divulgação seletiva de documentos do caso Banco Master

Ministro afirma que liberou autos relacionados à sessão de 15 de setembro, enquanto PGR defende acesso a mais procedimentos.

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Imagem: Reprodução/Rosinei Coutinho/STF/ Via RT

A divulgação de documentos relacionados às investigações sobre o Banco Master abriu uma nova frente de divergência dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça afirmou nesta sexta-feira (11) que não selecionou de maneira arbitrária quais informações seriam tornadas públicas e explicou que liberou os procedimentos que serão analisados na sessão extraordinária marcada para 15 de setembro.

Segundo Mendonça, a decisão de retirar parte do sigilo ocorreu após uma solicitação do presidente do STF, Edson Fachin. O ministro ressaltou, porém, que outros documentos continuam protegidos por sigilo por envolverem investigações em andamento e informações submetidas a proteção legal.

Por que parte dos documentos continua sob sigilo

Mendonça afirmou que os autos que permanecem restritos incluem procedimentos relacionados a quebras de sigilos bancário e fiscal, além de informações pessoais.

Na avaliação do ministro, a abertura integral de todo o material não poderia ocorrer de forma indiscriminada. A análise, segundo ele, precisou levar em conta a necessidade de preservar diligências ainda em andamento e dados protegidos pela legislação.

O ministro também argumentou que a divulgação de determinados documentos poderia prejudicar medidas investigativas que ainda não foram concluídas.

PGR quer ampliar acesso aos autos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma posição diferente da adotada por Mendonça e pediu que outros documentos também tenham o sigilo retirado.

Para a Procuradoria, a relação de procedimentos divulgada pelo ministro não contemplaria uma parcela relevante dos autos relacionados à investigação mais ampla da Operação Compliance Zero.

A PGR também avalia que a divulgação parcial dos documentos pode transmitir uma percepção incompleta sobre o grau de transparência da investigação.

Divergência ocorre antes de sessão no Supremo

A discussão acontece poucos dias antes da sessão extraordinária do STF prevista para 15 de setembro. Na ocasião, os ministros deverão analisar questões relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master.

O caso tem provocado diferentes posicionamentos dentro da Corte, principalmente em relação ao acesso aos documentos, à extensão das investigações e às decisões tomadas durante o andamento dos processos.

Enquanto André Mendonça sustenta que os autos necessários para a análise da sessão já foram disponibilizados, a PGR defende uma ampliação da publicidade para incluir outros procedimentos vinculados à investigação.

A discussão sobre quais documentos devem permanecer sob sigilo ou ser divulgados ainda faz parte do próprio debate judicial em torno do caso.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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