O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) sua renúncia ao cargo de chefe de governo e à liderança do Partido Trabalhista, em pronunciamento feito diante da residência oficial.
Starmer deixa o posto cerca de dois anos após assumir o comando do governo, quando venceu as eleições com ampla maioria e encerrou um período de 14 anos sem liderança trabalhista no país.
A decisão ocorre em meio a uma queda de popularidade e a uma intensificação das pressões internas no partido. A situação se agravou após a recente vitória do prefeito de Manchester, Andy Burnham, em um movimento político que o recolocou em evidência nacional e impulsionou sua possível candidatura à liderança trabalhista.
Em sua declaração, Starmer afirmou ter ouvido a posição da bancada parlamentar e disse aceitar o desfecho com tranquilidade. Segundo ele, todas as decisões tomadas durante o mandato tiveram como foco o interesse do país.
De acordo com a agência Reuters, Burnham já confirmou a intenção de disputar a liderança do Partido Trabalhista, sendo apontado como possível sucessor no comando do governo.
Ex-ministro e atual prefeito de Manchester, ele ganhou projeção ao se posicionar de forma crítica durante a pandemia e ao se tornar uma das principais vozes internas da legenda.
O cenário político britânico segue marcado por instabilidade desde o referendo do Brexit, em 2016, com sucessivas trocas de premiê e dificuldades de conclusão de mandatos completos. A saída de Starmer reforça esse ciclo de mudanças no comando do governo.
O Palácio de Buckingham informou que o rei Charles III foi notificado oficialmente da renúncia. Starmer deve permanecer no cargo de forma interina até a escolha do novo líder trabalhista, que deve ocorrer antes da retomada das atividades parlamentares em setembro.
*Da Agência Fonte Exclusiva
