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Home Política
Flávio Bolsonaro promete fortalecer as relações entre Brasil e Israel e transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém em eventual governo.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru / Alessandro Bremec/ Via RT

Flávio Bolsonaro promete ampliar relação com Israel e transferir embaixada para Jerusalém

Pré-candidato à Presidência defende maior cooperação diplomática, militar, tecnológica e econômica entre os dois países; proposta pode gerar repercussões no Oriente Médio.

redacao Por redacao
12/07/2026 - 18:39
em Política
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Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2026 poderá provocar uma mudança significativa na atuação diplomática do Brasil no Oriente Médio.

O senador afirmou que pretende transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém e ampliar a cooperação entre os dois países logo no início de seu mandato.

A declaração foi feita em entrevista ao Canal 14, de Israel, divulgada neste sábado, 11 de julho. Na conversa, o pré-candidato apresentou o fortalecimento da relação bilateral como uma das prioridades de seu projeto de política externa.

Flávio defendeu não apenas a recuperação dos canais diplomáticos e militares que considera enfraquecidos, mas também a construção de uma parceria mais ampla do que a mantida durante o governo de Jair Bolsonaro.

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Segundo o senador, um novo alinhamento político permitiria a celebração de acordos de grande alcance. Ele mencionou possibilidades de cooperação nos setores de defesa, segurança, inovação, tecnologia, agronegócio e outras áreas econômicas.

As declarações, no entanto, ainda representam compromissos de pré-campanha. A implementação das medidas dependeria de uma vitória nas urnas, da formação do novo governo e de negociações conduzidas pelos órgãos responsáveis pela política externa brasileira.

Mudança de embaixada seria prioridade

A transferência da representação diplomática brasileira de Tel Aviv para Jerusalém foi apresentada como uma medida a ser executada rapidamente. Flávio afirmou que pretende tomar a decisão no começo de um eventual governo.

Atualmente, a embaixada permanece instalada em Tel Aviv. Uma mudança para Jerusalém alteraria a posição tradicionalmente adotada pela diplomacia brasileira diante do conflito entre israelenses e palestinos.

Israel reconhece Jerusalém como sua capital. Os palestinos, por sua vez, reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado independente.

O status da cidade permanece entre os temas mais delicados das negociações de paz. Por essa razão, a maioria dos países mantém suas embaixadas na região de Tel Aviv, evitando antecipar um reconhecimento definitivo sobre Jerusalém antes de um acordo político.

Uma resolução aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 1980 orientou os países a retirarem suas missões diplomáticas da cidade. Desde então, apenas algumas nações decidiram transferir suas representações para Jerusalém.

Flávio já havia defendido essa mudança em declarações anteriores. Ao repetir a promessa durante a entrevista ao canal israelense, o senador colocou o tema entre as principais propostas internacionais de sua pré-candidatura.

A decisão poderia fortalecer a aproximação com Israel, mas também produzir reações de governos árabes, representantes palestinos e organismos internacionais.

Defesa, tecnologia e agronegócio

Além da questão diplomática, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende ampliar a cooperação militar entre Brasil e Israel.

Os dois países já desenvolveram projetos conjuntos nas áreas de segurança, ciência, tecnologia e defesa. O pré-candidato defendeu a retomada e a expansão dessas iniciativas, embora não tenha apresentado detalhes sobre possíveis contratos ou tratados.

Israel possui empresas internacionalmente reconhecidas em áreas como segurança cibernética, equipamentos militares, irrigação, dessalinização, tecnologia médica e agricultura de precisão.

Esses setores foram indicados como possíveis pontos de aproximação. Uma cooperação mais intensa poderia incluir intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento de projetos, investimentos privados e comercialização de tecnologias.

Durante a entrevista, Flávio também afirmou que empresários brasileiros demonstrariam interesse em instalar atividades ou ampliar investimentos em Israel. A declaração não foi acompanhada por dados sobre quantidade de empresas, valores ou projetos em negociação.

Brasil e Israel mantêm relações diplomáticas desde 1949. A intensidade da aproximação política, entretanto, variou de acordo com a orientação de cada governo brasileiro.

Durante a administração de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, houve uma relação próxima com o governo israelense e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O então presidente chegou a anunciar a intenção de transferir a embaixada para Jerusalém, mas a mudança não foi concluída. Em seu lugar, o governo abriu na cidade um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Flávio afirmou que dificuldades enfrentadas durante a pandemia de Covid-19 impediram o avanço de alguns projetos defendidos pelo pai. Ele não detalhou quais obstáculos teriam inviabilizado a transferência da representação diplomática.

O senador apresentou sua proposta como uma continuidade da política adotada por Jair Bolsonaro, mas declarou que pretende alcançar um nível de cooperação ainda maior.

Tema pode gerar efeitos comerciais e diplomáticos

Israel ocupa posição relevante na agenda internacional construída por Flávio desde o início de sua pré-candidatura. Em sua primeira viagem ao exterior nessa condição, o senador visitou o país e participou de encontros com autoridades e representantes políticos.

A agenda foi utilizada para reforçar sua ligação com a direita israelense e criticar a condução das relações internacionais pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio defende uma aproximação direta com Israel. O atual governo brasileiro, por outro lado, tem criticado ações militares israelenses e mantém apoio à criação de um Estado palestino.

A transferência da embaixada poderia ter consequências sobre as relações do Brasil com outros países do Oriente Médio.

O mercado árabe possui grande importância para as exportações brasileiras, especialmente para os setores de carnes, alimentos e agronegócio. Uma mudança diplomática dessa dimensão exigiria análise dos possíveis impactos comerciais e políticos.

Mesmo sendo uma decisão atribuída ao presidente da República, a transferência dependeria de medidas administrativas do Ministério das Relações Exteriores, reorganização consular, definição de instalações e negociação com o governo israelense.

Também seria necessário avaliar os efeitos sobre brasileiros residentes ou em viagem à região e sobre os demais compromissos internacionais mantidos pelo país.

Por enquanto, Flávio Bolsonaro permanece como pré-candidato. Seu nome ainda precisará ser aprovado em convenção partidária e registrado na Justiça Eleitoral para que a candidatura seja oficializada.

Ao colocar Israel e Jerusalém entre os primeiros temas concretos de sua plataforma internacional, o senador busca marcar uma diferença em relação ao governo Lula e sinalizar continuidade com as posições defendidas pelo pai.

A proposta também possui potencial de mobilização entre setores conservadores e evangélicos, historicamente favoráveis a uma relação mais estreita com Israel.

O tema deverá alimentar o debate eleitoral sobre qual direção a política externa brasileira deve seguir e como o país poderá equilibrar alinhamentos ideológicos, interesses econômicos e sua atuação diplomática no Oriente Médio.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #BrasilEIsrael#Diplomacia#Eleições2026#EmbaixadaBrasileira#FlavioBolsonaro#Israel#Jerusalém#OrienteMédio#PolíticaBrasileira#políticaexterna#relaçõesinternacionais
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