Enquanto o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), navega pelas águas turbulentas da política fluminense, seu colega de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho (Progressistas), parece mais ocupado em semear ficção do que resolver a realidade.
O prefeito campista tem alardeado um suposto convite para ser vice de Paes em 2026. Mas, afinal, quem é Wladimir na fila do pão?
Da Baixada Fluminense ao Norte Fluminense: Onde está a opção?
A escolha de um vice não é um capricho pessoal, mas uma jogada partidária. O Progressistas, partido de Garotinho, é liderado pelo deputado Dr. Luizinho, cuja base em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense) é incomparavelmente mais estratégica que o Norte Fluminense. Enquanto Rogério Lisboa, aliado de Luizinho, elegeu seu sucessor com folga na região mais populosa, Garotinho tenta vender um “jantar secreto” com Paes para prefeitos do interior. Até agora, porém, o único emissário do convite é o próprio Wladimir.
O sonho de Paes: Vice de Lula ou governo do RJ?
Especula-se que Paes mira algo maior: ser vice na reeleição de Lula em 2026, movimento mais audacioso que disputar o governo estadual — cargo considerado “cadeira elétrica” para políticos do RJ. Enquanto isso, Garotinho tenta se colar à imagem de Paes, ainda que sua cidade esteja à beira do colapso.
Campos dos Goytacazes: Ovo cozido, angu e R$ 1,5 bi de rombo
Enquanto Wladimir dissemina boatos, Campos enfrenta uma realidade brutal:
- Dívida pública de R$ 1,5 bilhão, incluindo R$ 75 milhões só com a Enel.
- Pacientes do Hospital Ferreira Machado se alimentam de ovo cozido com angu devido a cortes.
- 20 mil RPAs (servidores temporários) estão sendo demitidos por ordem do TCE-RJ.
- Obras milionárias paralisadas por suspeita de corrupção.
Quem não tem dinheiro conta história”: A estratégia de Garotinho
Com 50% da população no CadÚnico, Wladimir segue o ditado ao pé da letra. Nas redes, sua equipe tenta conter a revolta popular, enquanto o prefeito insiste em narrativas grandiosas.
Mas no Rio, onde a política é sanguinária, o recado é claro: “Campista, nem fiado e nem à vista” — frase atribuída a Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira.
Traição e falência: A marca de uma gestão
Wladimir Garotinho já carrega a fama de “tratar com certeza para falhar com segurança”. Seu legado em Campos mistura traições políticas e uma gestão fiscal desastrosa. Enquanto Paes planeja saltos nacionais, Garotinho tenta sobreviver às próprias crises — e ao descrédito crescente.
O que vai restar mesmo é uma candidatura à Câmara Federal, para se blindar com imunidade parlamentar diante de um futuro carregado de demandas judiciais.
Até, quando Wlad?
Enquanto as fake news circulam, a pergunta que fica é: até quando a população de Campos aceitará “angu de ovo” no prato e histórias na mesa de jantar? Enquanto isso, no tabuleiro político, o campista segue sendo sinônimo de risco — e Paes sabe disso.
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