Eleições 2026: veja como analisar candidatos antes de escolher o voto

Propostas, histórico político, partido, financiamento de campanha e atribuições de cada cargo estão entre os pontos que podem ser consultados pelo eleitor.

Eleições 2026: saiba quais informações podem ser analisadas sobre candidatos, partidos, propostas, histórico e financiamento antes da votação.

Imagem: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com o primeiro turno das Eleições 2026 marcado para 4 de outubro, o eleitor terá diferentes fontes oficiais para consultar informações antes de definir seus votos.

Além das propostas apresentadas durante a campanha, é possível verificar o histórico político dos candidatos, os partidos aos quais estão ligados, a atuação parlamentar e os dados financeiros das campanhas.

A análise também passa por uma questão básica: entender o que cada cargo pode efetivamente fazer. Presidente, governador, senador e deputados possuem atribuições diferentes, e conhecer essas funções ajuda a avaliar se uma determinada promessa está de acordo com as competências do cargo em disputa.

Defina quais temas são importantes para você

Antes de comparar candidatos, uma possibilidade é identificar quais assuntos têm maior importância para cada eleitor. Economia, saúde, educação, segurança, meio ambiente e questões regionais, por exemplo, podem receber pesos diferentes de acordo com as prioridades de cada pessoa.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil destacam que essa reflexão ajuda a estabelecer critérios para analisar as propostas apresentadas durante a campanha.

Também é importante diferenciar uma proposta que depende do governo federal de outra que está sob responsabilidade estadual ou do Legislativo. Essa separação evita atribuir a um candidato poderes que não fazem parte das funções do cargo para o qual concorre.

Saiba quais são as funções de cada cargo

Conhecer as atribuições previstas para cada função é outro ponto importante da análise eleitoral.

Presidente da República: chefia o Poder Executivo federal, nomeia ministros, participa da elaboração do orçamento, sanciona ou veta projetos aprovados pelo Congresso, conduz relações internacionais e exerce outras atribuições previstas na Constituição.

Governadores: administram os estados, nomeiam secretários e atuam em áreas sob responsabilidade estadual, como parte da rede pública de educação, segurança pública, saúde e infraestrutura.

Deputados federais, estaduais e distritais: elaboram e alteram leis, fiscalizam o Poder Executivo correspondente e participam das decisões relacionadas ao orçamento público, inclusive por meio de emendas parlamentares.

Senadores: representam os estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional, participam da elaboração de leis federais e possuem competências específicas, como a análise de determinadas indicações para cargos públicos.

Histórico pode ser consultado

Para candidatos que já exerceram mandatos ou outras funções públicas, o eleitor também pode consultar informações sobre a atuação anterior. Votações, projetos apresentados, posicionamentos e participação em decisões legislativas ajudam a reconstruir a trajetória política de cada nome.

Outro ponto que pode ser analisado é o financiamento da campanha. O TSE disponibiliza informações sobre arrecadação, despesas, doadores, fornecedores, bens declarados e outros dados por meio do DivulgaCandContas. Em setembro, a Justiça Eleitoral também disponibilizou os dados da prestação de contas parcial das campanhas de 2026.

O sistema oficial permite consultar informações de candidaturas e contas eleitorais de todo o país.

Partido também faz parte da escolha

A análise do candidato pode ser acompanhada pela avaliação da legenda à qual ele pertence. Os partidos possuem programas, posições políticas e bancadas no Legislativo, o que pode influenciar a atuação dos parlamentares eleitos.

Também é possível verificar as alianças estabelecidas e, quando for o caso, a participação da legenda em uma federação partidária.

No caso das candidaturas proporcionais, conhecer o partido ou a federação ganha importância porque a distribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados e nas assembleias legislativas segue regras próprias do sistema proporcional.

Como funciona o chamado “puxador de votos”

Nas eleições para deputado federal, estadual e distrital, a votação não funciona da mesma maneira que nas disputas para presidente, governador e senador.

No sistema proporcional, a distribuição das cadeiras considera a votação obtida pelos partidos e federações, além da votação dos candidatos. Por isso, um candidato que recebe grande quantidade de votos pode contribuir para o desempenho eleitoral da legenda ou federação da qual faz parte.

Esse mecanismo deu origem à expressão popular “puxador de votos”. Por isso, antes de votar para deputado, também pode ser relevante verificar quais outros candidatos integram o mesmo grupo partidário.

O que acontece no dia da eleição

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Segundo o TSE, 158.745.463 eleitores estão aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026. Neste ano, estarão em disputa os cargos de presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

A ordem de votação será:

  1. deputado federal;
  2. deputado estadual ou distrital;
  3. senador para a primeira vaga;
  4. senador para a segunda vaga;
  5. governador;
  6. presidente da República.

A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma anotação pessoal com os números dos candidatos, conhecida como “colinha eleitoral”.

O celular, porém, não pode ser levado para a cabine de votação. Antes de votar, o aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pelos mesários. A regra também vale para máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto.

No dia da eleição, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência política. Já manifestações coletivas ou ruidosas, abordagens e ações destinadas a influenciar outros eleitores são proibidas.

Informação ajuda a conhecer as opções

Consultar propostas, atribuições dos cargos, histórico político, partidos e dados de financiamento não determina qual candidato deve receber o voto. Essas informações servem para que cada eleitor conheça melhor as opções disponíveis e faça sua própria avaliação antes da votação.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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